Economia & Negócios

Tecnologia motiva compra de TV

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

O bauruense está comprando mais televisão. E o consumo do eletroeletrônico tem aumentado desde o mês de janeiro, segundo afirmam os gerentes de lojas especializadas.

A queda no preço do produto tem sido o grande chamariz para o consumidor. Uma televisão de 29 polegadas, que até o ano passado era encontrada a R$ 1.200, hoje é vendida a R$ 800,00. Muitas lojas, inclusive, parcelam o valor em até 24 vezes, sem acrescentar juros nas prestações.

Entretanto, outros fatores que têm motivado o consumidor à compra são as novidades tecnológicas que atualmente oferecem os aparelhos, e também a realização da Copa do Mundo, que ocorre em junho.

O gerente de uma loja de departamento em Bauru, Paulo Seimitz, confirma que a procura e a venda de televisão têm crescido na empresa que coordena. Desde o início do ano, o aumento foi de, aproximadamente, 15%, conta.

Para ele, a acessibilidade do preço e, principalmente, a tecnologia de ponta dos aparelhos têm contribuído fundamentalmente para o aquecimento nas vendas. “Os clientes, hoje, vêm comprar televisão de 21 ou 29 polegadas, muitos, inclusive, fazem opção pelos aparelhos de tela plana. Esses também podem ser encontrados a preços mais acessíveis”, comenta Seimitz.

Os argumentos do gerente, de fato, vão ao encontro da estratégia de alguns consumidores. A ajudante de cozinha Liliane Cristina da Silva é um exemplo. Ela estava na tarde de ontem pesquisando preço de televisões de 21 polegadas para adquirir uma. Conforme explicou, o preço baixo foi decisivo para levá-la à compra do aparelho.

“O preço está muito bom, por isso estou aproveitando, não dá para perder, ainda mais quando estamos precisando. Elas (as TVs) também estão muito bonitas”, diz Silva.

Os televisores de 29 polegadas têm sido a preferência da maioria, conforme apurou a reportagem. Em um estabelecimento de eletroeletrônico no Centro de Bauru, a procura pelo modelo é grande. O gerente da empresa, Cidnei Pereira Ribeiro, informa que o consumidor está unindo o útil ao agradável. Além de aproveitar o valor baixo do produto, tem a oportunidade de levar para casa uma TV com recursos tecnológicos de ponta.

“Nossas vendas em janeiro foram 20% maiores que as do mesmo período do ano passado. Hoje, o consumidor está comprando mais por causa do preço e muita gente está optando pela televisão de tela plana”, ressalta o gerente.

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Copa do Mundo

A Copa do Mundo, pelo menos por enquanto, não tem sido o motivo principal para levar o consumidor à compra de televisão na maioria das lojas de Bauru.

No entanto, em uma delas, o evento já é usado como marketing para atrair os consumidores.

A rede da empresa está investindo até em sorteio de viagens para a Alemanha, com entrada garantida em alguns jogos da seleção brasileira.

“A procura e o consumo cresceram 30% desde janeiro, principalmente por TV de 29 polegadas. A Copa do Mundo tem motivado as pessoas à compra do aparelho, principalmente por causa das ofertas”, comenta o gerente Itamar Camargo Vieira.

Para a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), a perspectiva em 2006 é de vender um volume 12% maior de televisores em relação aos 9,8 milhões de aparelhos comercializados no ano passado.

O presidente da Associação, Paulo Saab, acredita que a Copa do Mundo em especial, mas também a inflação baixa, o crescimento do nível de emprego, a valorização do real e a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vão favorecer a ampliação do consumo.

“A Copa do Mundo será mais um estímulo para os consumidores das classes B e C comprarem os televisores de tela plana convencional, ao mesmo tempo em que as vendas de televisores de plasma e cristal líquido deverão se ampliar com o segmento de maior poder aquisitivo”, observa Saab.

Em anos de Copa do Mundo, conforme o presidente, as vendas de televisões se intensificam entre os meses de março e junho e são cerca de 5% superiores aos demais anos.

Saab também ressalta que os aparelhos de tela plana devem representar, neste ano, 35% das vendas no setor.

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