O recapeamento da rodovia Marechal Rondon, entre Bauru e Botucatu, que começou em meados do ano passado, está agradando os motoristas que viajam com freqüência por esse trecho.
Antes do início da obra, as críticas à situação precária da pista eram comuns. Os buracos se sucediam por longos trechos e provocavam a ira dos usuários, que pagavam pedágio para circular por uma rodovia que deixava muito a desejar, em termos de pavimentação.
Hoje, passados mais de seis meses do início do recapeamento, os motoristas suavizam as críticas ao asfalto, mas apontam outras deficiências. A exemplo do que o ocorreu com a pavimentação, eles esperam que, ao lançar luz sobre esses outros problemas, o Departamento de Estrada de Rodagem (DER) também se mobilize para resolvê-los.
O engenheiro mecânico José Francisco de Lima, 41 anos, que viaja pelo menos duas vezes por mês pela Rondon, diz que a “pista está melhorando” com o recape, mas ainda falta um pouco mais de segurança. Na opinião dele, o projeto da Rondon tem falhas porque em alguns pontos parece que um ímã puxa o carro para fora da pista.
O mecânico Dalmo Francisco da Silva, 38 anos, conta, sem especificar o quilômetro, que depois de Agudos, existe uma curva de onde “mina água”. Ele reclama também que a empresa que faz o recapeamento tem deixado degraus entre a pista e o acostamento e isso pode desestabilizar o veículo.
Para o desenhista Rodrigo Fagundes, 25 anos, o único problema da Rondon era o asfalto ruim. “Quando não tiver mais buraco, o problema estará resolvido”, afirma.
A opinião é a mesma do técnico em eletrônica Luís Carlos Casemiro Pereira, 32 anos. Segundo ele, a pista está ficando boa. No entanto, faz algumas observações.
A sinalização da pista entre a praça de pedágio de Areiópolis e São Manuel precisa melhorar, pois, segundo ele, está um pouco confusa. Para piorar, o mato alto está atrapalhando a visualização de algumas placas, observa.