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Aos 7 anos, Lorenzo tem de tratar a erosão nos dentes

Folhapress
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Lorenzo de Ácha, 7 anos, toma xarope desde bebê. Sempre resfriado - devido ao clima frio de Curitiba (PR), onde morou até os 2 anos -, o medicamento foi a solução encontrada pela mãe, a arquiteta Vera Rubert de Ácha, 39 anos, para aliviar o mal-estar do filho.

“Ele nunca foi de tomar muito remédio, mas xaropes a gente sempre deu’’, conta.

Mesmo depois de se mudarem para Florianópolis (SC) - uma cidade mais quente -, a rotina não sofreu alterações. “Ele ficou ainda mais resfriado. Acho que, quando você muda de clima, o corpo demora para acostumar. E foi assim até se adaptar.’’

Lorenzo continuou tomando o xarope. Há dois anos, no entanto, após uma consulta, uma dentista disse à mãe que os dentes do filho estavam sendo corroídos.

“Foi só então que percebi que ele tinha uma erosão [nos dentes], da qual jamais havia ouvido falar. E soube que estava dissolvendo (o esmalte). Ele reclamava que doía quando tomava algo gelado.’’

A partir dessa data, ela passou a cobrar do filho algo que antes não era um dever: escovar os dentes após o xarope. “(Com) criança tem que sempre ficar em cima. E quando a gente dava o xarope ele estava na cama, pronto para dormir ou já era madrugada, quando acordava mal. Então ele nunca levantava para escovar os dentes.’’

A mãe, a pedido da dentista, cortou o limão, o refrigerante e alimentos ácidos da alimentação de Lorenzo. “Quando ela raspa os dentes, sai como se fosse uma areia’’, conta, preocupada.

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