Tribuna do Leitor

Imperialismo cultural


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É sintomática a presença dos maiores popstar do planeta nos brindar com sua arte na véspera da festa maior do nosso querido patropi (o Carnaval). Seria uma nova forma de colonização? O que temos de melhor neste país é a nossa cultura miscigenada, que caldeou o melhor do branco europeu, com a simplicidade do nossos nativos índios e a ritmia sensual dos africanos. Será que o vovôs Stones, U2 e os organizadores pátrios, de sangue (acredito) puramente europeu, não querem destruir ou minimizar os valores maiores de nossa cultura ao organizarem os espetáculos justamente na véspera do nosso maior espetáculo? Por que não organizaram em outros meses do ano?

Bem, gente! A técnica do colonizador, s. m. j. , continua a mesma e sempre ajudada por parte de nossa elite que se envergonha da nossa mestiçagem, mas os nossos sambas, frevos e maracatus resistirão, disso tenho certeza.

O Galo da Madrugada, em Recife, os trios elétricos baianos, as ladeiras de Olinda, as escolas de samba de São Paulo e principalmente do Rio de Janeiro, são, e serão sempre, o maior espetáculo da terra. Nada contra as músicas do Micke e do Buono, de quem sou fã e vovô também, mas tentar conquistar corações e mentes nesta época do ano é no mínimo uma tentativa de perpetuar o colonialismo cultural.

Jônathos Pessoa de Siqueira - RG 4. 464. 465 - aposentado

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