Há cerca de 11 anos, a UIPA vem lutando por uma regulamentação de VTA (veículo de tração animal) em nossa cidade, esperando com isso colocar Bauru no rol das cidades modernas. Porém, a lentidão e a demagogia dos nossos políticos tornou impossível qualquer avanço no sentido desejado. Agora, 11 anos após, no século XXI, população de 350.000 habitantes, as cidades que anteriormente estavam de acordo com nossa proposição já avançaram diante da incompatibilidade de convivência das carroças no perímetro urbano. Para essas cidades, a cooperativa de recicláveis é uma realidade e as coloca no rol das politicamente corretas.
Perueiros, mototáxis. Por que tantas exigências para a regularização? Eles também não têm família para sustentar? Ou o fato de terem optado por não estar na linha da miserabilidade não os credencia para certas regalias? A Sear, com o cadastramento dos carroceiros, nos remete a um passado recente e lamentável em que tudo andava a passos de tartaruga (manca). Fico tentando calcular o tempo que será necessário para cadastrar os 1.800 (até agora só 40). Será que conseguirá tal feito em apenas 34 meses? Ou teremos que iniciar campanha de reeleição já? Estará a Sear, cujo titular tem tanta simpatia pela atividade, estudando, diante das carências do coitado (carroceiro), o lançamento do KIT cavalo? Com a proibição de trafego dos VTA em área urbana, estaríamos resolvendo alguns problemas a seguir: 1) Tirar animais de grande porte do perímetro urbano; 2) Tirar crianças do trânsito; 3) Separar o joio do trigo, e dar trabalho a quem realmente é trabalhador; 4) Dar aos cidadãos de nossa cidade vias públicas trafegáveis; 5) Dar visão higiene à cidade, pois cada animal produz cerca de 30 litros/dia de dejetos; 6) Não transferir responsabilidade aos nossos motoristas, que têm que contar com paciência, além dos impostos já pagos; 7) Cumprir com a legislação que é competência do Executivo: saúde pública, segurança, trabalho e proteção aos animais; 8) Livrar o município de ônus de indenizações, pois os animais são tutelados; 9) Estar de acordo com o Código Nacional de Trânsito; 10) Acabar com a sensação de impunidade. Uns tudo podem, com a desculpa do social. Ao cidadão contribuinte só restam as obrigações; 11) É antidemocrático. Prevalece o desejo da minoria, em detrimento da maioria; 12) Melhorar as condições de higiene em Bauru, pois alguns não têm consciência e desovam sua carga pelo caminho. É de competência da prefeitura criar políticas para favorecimento às classes menos favorecidas. Porém, não é correto que por ausência de interesse ou falta de coragem para colocar o “dedo na ferida” penalize-se a população.
U.I.P.A. - Seção Bauru - Maria D. Barbosa Gómez - vice-presidente