São Paulo - O produtor musical Alexandre Alvarenga, 35 anos, acusado de arremessar o filho de um ano contra o pára-brisa de um carro em movimento, em fevereiro de 2003, pode ser solto beneficiado por um laudo médico que aponta a recuperação de sua sanidade mental.
O crime ocorreu em Campinas (96 km de SP), e a mãe, Sara, 36 anos, que estava junto, nada fez diante da agressão do marido. O laudo foi emitido por médicos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté (130 km de SP), onde Alexandre, preso, faz tratamento há três anos.
O documento será analisado pela juíza Clara de Castro Sampaio, da Vara de Execução Criminal de São Paulo, responsável por decidir se o réu será libertado. Como Sara ganhou liberdade para fazer tratamento ambulatorial, a defesa de Alexandre acredita que ele também será beneficiado.
Além de lançar o filho de um ano contra um veículo, o produtor, em seguida, espancou a filha de seis anos. Tanto Sara como seu marido, porém, escaparam da acusação de tentativa de homicídio, feita pelo Ministério Público, alegando surto psicótico. Os dois se livraram de ir à cadeia comum pela 5.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, que determinou tratamento médico.
A mãe pode visitar os filhos, uma vez por semana, na casa dos pais, que ganharam a guarda das crianças. Agora, o marido quer o mesmo. “É surpreendente como ele (Alexandre) se recuperou depressa”, ironizou ontem o promotor Ricardo Silvares. “Cabe somente à juíza pode decidir se ele será solto.”