Esportes

Noroestinos indignados com desdém de parte da crônica esportiva de São Paulo

Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 2 min

Se dentro de campo o Noroeste vem realizando uma campanha de empolgar os torcedores, fora dele a cobertura esportiva dos meios de comunicação de São Paulo e comentários de alguns de seus jornalistas vêm despertando indignação e revolta dos torcedores noroestinos de Bauru e de outras cidades do Estado.

Há vários dias, o JC recebe e publica e-mails de bauruenses reclamando do descaso e até desrespeito de alguns jornalistas dos veículos da Capital, que não dão ênfase nas reportagens e nos comentários sobre a campanha do líder do Campeonato Paulista.

Eder Carlos Thomazi, funcionário de uma relojoaria de Bauru, revelou sua indignação com o cronista esportivo Paulo Roberto Martins, o Morsa, da TV Record, que no programa Terceiro Tempo, de anteontem, teria menosprezado o Noroeste e chamando o clube bauruense de “porcaria.”

“É revoltante você assistir a um programa esportivo e ver o seu time do coração ser ofendido por jornalistas que não honram a profissão. A credibilidade de certos jornalistas e programas caiu bastante no meu conceito. Eu quero ver se o Noroeste for campeão a cara desse Paulo Roberto Martins”, disse Thomazi.

Já o bauruense e funcionário-público Wéliton Luiz de Oliveira, que mora em São José de Rio Preto há mais de 12 anos, espera uma providência mais enérgica da direção da TV Record em relação a Morsa.

“Faz algum tempo que o Paulo Roberto Martins vem criticando o Noroeste, mas, no domingo, ele passou dos limites. Em todas as profissões a ética deve ser a base e ele (Martins) passa longe em seus comentários”, disse Oliveira, que revelou que os meios de comunicação de São José do Rio Preto, ao contrário da mídia da Capital, vem fazendo uma cobertura digna sobre o líder do Paulistão.

“Aqui em Rio Preto, todo dia tem um comentário ou notícia sobre o Noroeste. Eu acho que alguns jornalistas de São Paulo deveriam aprender com a crônica esportiva do Interior”, conclui.

Pelo lado da direção do Noroeste, o superintendente do clube, Celso Zinsly, acha que a mídia em geral não dá a cobertura devida ao Noroeste porque não tem o retorno. “A mídia da Capital não vende o Noroeste, então acaba sendo uma coisa normal esse direcionamento aos quatro grandes do futebol paulista. Eu particularmente acho que os programas de televisão sobre esportes são dirigidos, além de um comprometimento com os anunciantes. Na realidade, não é a mídia que descobriu o Noroeste e sim o Noroeste é que fez a mídia descobrir e noticiar o clube”, concluiu o dirigente.

O presidente da torcida organizada do Noroeste, Sangue Rubro, José Roberto Pavanello, prefere a cautela na hora de analisar o descaso de parte da imprensa da Capital. “O leitor manda e-mail reclamando para as emissoras, mas não tem o retorno. Uma medida de protestar contra determinados jornalistas seria a confecção de faixas de protesto nos dias dos jogos”, sugeriu Pavanello.

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