Bairros

Vento arrasta vigota e atinge bebê

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O céu ficou escuro por volta das 13h30 de ontem, indicativo de chuva. Meia hora depois, uma ventania seguida de uma pancada forte de chuva causou estragos no Núcleo Mary Dota, em Bauru, enquanto na área central, zona sul e zona oeste da cidade o sol brilhava. O vento foi tão forte que arrancou duas vigotas de uma casa no Mary Dota. As madeiras “voaram” por cerca de 15 metros e atravessaram o telhado de uma outra residência, caindo sobre uma cama e o carrinho onde estava Rafaela Cristina Damásio, de apenas 2 meses de vida.

Por sorte, a criança foi atingida apenas de raspão. “A tia da criança, ao perceber o barulho no telhado, correu para o quarto. Quando baixou para pegar a criança, que estava no carrinho, a vigota caiu, acertando o pescoço dela. Se não tivesse amortecido na tia, teria atingido a criança em cheio”, comenta Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil na cidade.

Mesmo assim, o carrinho entortou com o impacto. A pequena Rafaela, atingida levemente na altura da orelha, foi socorrida pelos bombeiros e levada ao Pronto-Socorro, onde foi submetida a raio-X e avaliação neurológica que não apontaram nenhum trauma, relata Brito. A tia da criança e dona da casa, Ivete da Silva Damásio, que sentia dores no pescoço, também foi atendida pelos bombeiros e encaminhada ao Pronto-Socorro, mas logo foi liberada. Ontem à noite as duas já estavam em suas casas. “Foi por Deus que ninguém ficou ferido gravemente”, diz Brito.

Além dos pedaços de madeira, as telhas que se quebraram caíram dentro do quarto e sala. Na casa, localizada na quadra 1 da rua Waldomiro Alves de Oliveira, também estava a mãe de Rafaela, Célia Damásio, que não chegou a ser ferida. “As madeiras, que se desprenderam de um sobrado, fizeram um buraco no telhado da casa da Ivete. Mas o vento também arrancou telhas de uma outra residência vizinha”, conta Silvana Aparecida Ribeiro dos Santos, cunhada de Ivete e Célia.

Na hora da chuva, Célia estava visitando a irmã. Ainda ontem à tarde, funcionários da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Bauru e da Regional Administrativa Mary Dota consertaram parte do telhado da casa de Ivete. Eles usaram telhas retiradas de uma casa do bairro que está vazia, de acordo com Brito.

O coordenador da Defesa Civil frisa que a ventania no Mary Dota não durou mais de dez minutos. “Foi uma típica chuva de verão”, frisa. Medição feita pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) apontou que o vento passou dos 50 quilômetros por hora por volta das 14h. Para Brito, as vigotas se desprenderam porque não estavam bem fixadas. “Era um telhado de alumínio, que se desprendeu. E junto foram as vigotas”, comenta.

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