O novo gerente do Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa) de Bauru, Antônio Carlos Ragonezzi, tomou posse anteontem com o objetivo de manter as mudanças que já estavam previstas pela ex-titular do cargo Vanda Franzim Bertolotto. Ele quer otimizar o espaço ocupado pelos produtores e comerciantes, organizar e diminuir o preço cobrado para o aluguel dos boxes.
“Vamos dar continuidade ao que a Vanda projetou. Com o tempo, vamos melhorar a comercialização e a setorização de produtos”, diz. Por motivos pessoais, Bertolotto deixou o cargo esta semana. “Já tinha um projeto de aposentadoria e consegui formalizá-la”, afirma. Ela voltou para a cidade de origem, São José do Rio Preto.
Entre as mudanças, Ragonezzi pretende transferir os produtores de melancia, abacaxi, batata e cebola para o galpão A. Atualmente, 14 dos 28 boxes deste setor são utilizados. O único galpão totalmente ocupado é o central, que dispõe de 140 módulos.
Com as modificações, no galpão central ficariam os comerciantes de legumes e frutas. Os demais serão transferidos ao setor de agricultura familiar. “Hoje todos os produtores ficam juntos e o espaço fica muito tumultuado. Com a setorização, vai ficar melhor para o comprador”, justifica.
O espaço para os produtores vai aumentar e o preço do aluguel ficará mais barato. “O tamanho atual de cinco metros para cada boxe deverá ficar com pelo menos o dobro de espaço pelo novo projeto”, diz o diretor.
Ragonezzi não soube informar a ocupação atual do Ceasa, mas a gerência anterior estimava que 60% de todo o complexo está vazio. Atualmente, os carros-chefes da empresa são os hortifrutigranjeiros e as flores. “O setor de flores está melhor organizado e não deverá sofrer muitas mudanças”, avalia.
A unidade do Ceasa em Bauru possui um pavilhão de flores com 40 módulos. O espaço destinado à agricultura familiar conta com 100 vagas.