Regional

Três operários são soterrados em Pirajuí

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Pirajuí – Três operários foram soterrados ontem, às 13h, durante desabamento de uma rampa na construção do escritório de um supermercado em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru). O ajudante-geral Zenildo Félix da Silva, 25 anos, foi retirado uma hora depois sentindo dores na perna esquerda e na região do tórax. Ele foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia, onde foi submetido a exames.

Antes, os ajudantes-gerais Rodrigo da Silva Morais, 27 anos, e Evandro Pinelli, idade não informada, foram resgatados e atendidos no Pronto-Socorro Municipal sem lesões graves. Ambos foram liberados logo em seguida.

O incidente no canteiro de obras ocorreu logo após um forte temporal com descargas de raios caindo sobre o Centro da cidade. O que está sendo avaliada é a possibilidade do desabamento ter ocorrido em decorrência do tremor causado por uma descarga elétrica. No momento do incidente, uma forte descarga elétrica teria atingido um pára-raios de uma agência bancária localizada a 50 metros do canteiro de obras.

O escritório está sendo construído na altura do número 350 da rua Fundador João Justino da Silva, no quarteirão entre as ruas 13 de Maio e Campos Sales. O diretor do Supermercados Serve Todos, Erlon Carlos Godoy Ortega, 30 anos, confirma que ouviu a versão do raio.

Ortega esclarece que o mercado não tem responsabilidade técnica sobre a obra de engenharia e que as explicações teriam que ser dadas pela Planeja Incorporadora e Construtora, contratada para executar a construção dos escritórios do supermercado. Ele esclarece que mantém contato a cada 15 dias com engenheiros da empreiteira para acompanhamento do cronograma de construção.

“Eles (engenheiros) estiveram aqui (ontem) e falaram que vão tomar medidas de maior precaução na obra. Quero deixar claro que é uma obra terceirizada e que o Serve Todos não tem essa responsabilidade técnica. Nós procuramos profissionalizar a obra e essa precaução valeu”, esclarece.

Ele confirmou que a construção vai abrigar os escritórios da empresa, próximo ao supermercado na rua Campos Sales. O 2º sargento José Edson da Silva contou que era possível que o barranco não tivesse escoras. Ortega esclarece que o mestre-de-obras garantiu que a rampa estava devidamente escorada.

O JC tentou ouvir ontem o engenheiro responsável pela obra Marcos Antonio Dias, da Planeja Incorporadora e Construtora, empreiteira de Marília. Até o fechamento desta edição, Dias não retornou o contato telefônico. Zenildo estava bem e permanecia em observação até o início da noite de ontem. A suspeita de fratura na perna esquerda estava descartada.

O ajudante-geral Rodrigo da Silva Morais conta que, junto com Zenildo e Evandro, trabalhava em uma parede ao lado da rampa de quatro metros de altura. Conforme Rodrigo, o barranco cedeu de repente e a terra cobriu seu corpo até a região do quadril. Ele comenta que teve dificuldades para soltar a perna direita. “A bota ficou presa porque queria me ver livre. Nem sei onde o capacete caiu”, ressalta. Ele acrescenta que Evandro foi o único que conseguiu sair sem ser auxiliado do buraco.

Comentários

Comentários