Vaticano - Paul Marcinkus, o bispo americano que comandou o Banco do Vaticano por 18 anos e ficou conhecido nos anos 80 por seu envolvimento em um dos mais graves escândalos da Igreja Católica, morreu ontem, aos 84 anos. O arcebispo foi encontrado morto em sua casa em Sun City, um subúrbio de Phoenix, no Estado do Arizona. A causa da morte não foi informada.
Os esforços de Marcinkus para melhorar as finanças da Santa Sé acabaram levando-o a fazer associações desastrosas, primeiro com Michele Sindona, banqueiro ligado à máfia italiana, e com Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. O Ambrosiano quebrou em 1982, e Calvi foi encontrado morto, enforcado em uma ponte de Londres.
As investigações apontaram uma rede de pequenas empresas nas Américas do Sul e Central, muitas patrocinadas pelo Vaticano, em que Calvi havia escondido milhões em dívidas. Marcinkus negou sua responsabilidade no caso, afirmando ter sido enganado por Calvi. Ele deixou o Vaticano em 1990.