Internacional

Comerciantes fazem greve contra charges de Maomé no Paquistão

Folhapress
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Islamabad - Comércios fecharam as portas ontem na cidade de Rawalpindi, próxima da Capital paquistanesa, Islamabad, em protesto contra a publicação das charges do profeta Maomé jornais europeus. “A greve do comércio e da indústria foi um sucesso. Todas as lojas estão fechadas”, afirmou Mushtaq Ali Shah, vice-presidente do Centro Rawalpindi de Comércio e Indústria, que organizou a paralisação. “Ninguém pode aceitar insultos contra seus líderes religiosos. Estamos prontos para fazer qualquer tipo de sacrifício para proteger nossa dignidade”, acrescentou Shah.

Segundo ele, os comerciantes não realizaram um protesto porque não queriam “causar tumultos que pudessem danificar as propriedades alheias”. Na semana passada, durante uma manifestação em Lahore, várias lojas foram incendiadas.

A greve acontece após violentas manifestações em todo o país na semana passada, que mataram ao menos cinco pessoas. O governo paquistanês prendeu líderes islâmicos radicais - acusados de arrebanhar as multidões - e destacaram tropas para evitar novos tumultos. Em outros países da Ásia, autoridades também tentam controlar os protestos. A Indonésia prendeu nesta terça-feira um membro de um grupo muçulmano linha-dura por supostamente participar de um protesto no qual foram quebradas janelas do prédio da Embaixada americana em Jacarta.

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