Polícia

Irmãos são condenados por homicídio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Reunido anteontem por quase 15 horas, o júri condenou os irmãos Mauro Sérgio da Silva e Márcio Jonas da Silva a dez anos de prisão pelo homicídio de Paulo Cândido de Lima. O crime, ocorrido em setembro de 2002, foi o desfecho de um desentendimento iniciado por causa da venda de uma bicicleta.

Na época, Márcio comprou o veículo de Paulo, mas ficou devendo R$ 30,00. O valor restante seria quitado na semana seguinte, mas houve atraso no pagamento. Quando o réu, com o dinheiro em mãos, procurou Paulo para acertar a situação, a vítima teria decidido aumentar o valor a ser cobrado. O impasse, no entanto, não foi o estopim do homicídio.

O crime foi provocado porque Paulo foi até a casa de Márcio e o ameaçou de morte, assim como sua família. Teria, inclusive, feito um disparo de arma de fogo contra a casa de Márcio, sustenta o advogado dele Evandro Dias Joaquim. Já para o promotor João Henrique Ferreira, o tiro teria sido dado para o alto. Ambos concordam, no entanto, que o delito foi provocado por motivo relevante (ameaça à família).

A avaliação, também compartilhada de modo unânime pelo júri, ajudou a reduzir a pena. Porém, por outro lado, foi elevada porque a vítima foi morta sem que pudesse se defender. Numa noite, pouco tempo após à intimidação, Márcio e o irmão Mauro se aproximaram da vítima sem que ela percebesse e Paulo foi alvejado com cinco tiros.

“A proteção da família é motivo relevante. Não temos interesse em recorrer (da sentença). Eles ficaram com o direito de progressão de pena“, informa Joaquim. Como Márcio e Mauro cumpriram um sexto da pena no Centro de Detenção Provisória (CDP) - respectivamente, um ano e sete meses e um ano e nove meses - já têm direito de passar para o regime semi-aberto, acrescenta a defesa.

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Ex-jogador do Noroeste

Hoje será a vez de Nilson Pinto Ramalho enfrentar o júri. Ele é acusado de matar com quatro tiros o ex-jogador do Esporte Clube Noroeste Carlos Alberto Gomes da Costa, em agosto de 2002. Atingido no peito, na cabeça, na orelha e na axila, o então supervisor do Norusca chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Cerca de um mês depois, Ramalho foi detido em Botucatu. O crime aconteceu na quadra 3 da rua Olavo Moura, em Bauru. Conforme o JC publicou na época, o ex-jogador e a namorada estariam conversando dentro do carro quando dois rapazes passaram de moto e olharam fixamente para ele. Costa não teria gostado da atitude e saiu do veículo armado com uma pistola. O ex-jogador teria apontado a arma para Ramalho, passageiro da moto. Os dois passaram a discutir. Ramalho, então, teria dado um tapa na arma que estava com ex-jogador, derrubando-a no chão. Ambos teriam entrado em luta corporal. Com a arma em mãos, Ramalho teria feito os disparos.

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