Arealva – Um dos três suspeitos de terem agredido a pauladas e a golpes de faca um caseiro de Arealva (41 quilômetros de Bauru) foi preso ontem pela Polícia Civil. O autônomo Dionísio Andrade da Silva, 25 anos, admitiu ter participado da tentativa de latrocínio. Na casa dele, os policiais encontraram um toca CD, um porta CD com vários discos dentro e um relógio que teriam sido roubados da chácara Meu Paraíso, no bairro Aparecidinha, na terça-feira da semana passada.
Dionísio foi o único que entrou na casa encapuzado. Os outros dois, que continuam sendo procurados pela polícia, entraram com o rosto descoberto. Depois de deixarem o caseiro Sebastião Bento da Silva, 63 anos, em estado grave, eles roubaram vários objetos, dinheiro, relógios, roupas, videocassete, telefone celular, microfone, folhas de cheque e uma caminhonete Frontier branca.
Além de espancar e esfaquear o caseiro, os três agrediram também o dono da chácara, o aposentado Celso Sassi, 57 anos, e depois o amarraram em uma árvore. Assim que conseguiu se soltar, Sassi avisou a polícia. O caseiro foi socorrido em estado grave, mas já recebeu alta.
A caminhonete foi encontrada no dia seguinte. Ela estava abandonada na rodovia Marechal Rondon, próximo ao trevo de acesso a Agudos. Dionísio disse aos policiais que ficou com R$ 100,00 do assalto, mas já havia gastado tudo. O restante do dinheiro e dos objetos roubados teria ficado com os outros dois suspeitos. Todos são moradores de Bauru.
De acordo com o delegado Adriano Crês, a maneira como ocorreu o roubo indicava a participação de alguém que conhecia bem a chácara. As investigações levaram a Dionísio, que atuou como goleiro em um time de futebol que tinha o costume de se reunir nos fins de semana. O time havia sido formado pelo dono da chácara. Segundo Crês, por esse motivo, Dionísio conhecia bem a chácara e o que havia dentro dela.
O acusado disse ontem ter se arrependido do que fez. Ele vai responder por tentativa de latrocínio, cuja pena, em caso de condenação pode variar de sete a 20 anos de prisão.