Depois de algum tempo de anonimato, retorno novamente a esta Tribuna para, mais uma vez, como não poderia deixar de ser, manifestar a minha indignação acerca de um problema muito grave e sério em nossa Cidade Sem Limites.
É, realmente, sem limite dos desmandos daqueles que, teoricamente, deveriam nos representar com ética, honestidade, trabalho sério e responsável à frente dos poderes Executivo, ora representado pelo professor José Gualberto Martins Angerami, ou simplesmente como o conhecemos, Tuga, o qual o mote de campanha em horário eleitoral nas eleições municipais ocorridas há 1 ano e 5 meses foi “Vamos transformar Bauru em uma cidade mais bela, mais justa, mais democrática e mais solidária”, repetidamente pronunciado por vossa excelência na época, candidato a prefeito, e também dos desmandos daqueles que ora representam a população à praça D. Pedro II, isto é, aqueles que habitam a Câmara Municipal, os nossos nobres (aliás, não tão nobres assim, desculpem a franqueza) vereadores.
Mas vamos ao que interessa. Primeiramente, quero parabenizar a sra. Idelma Corral, representante do Sindicato dos Servidores Municipais, em manifesto público ocorrido em 20/02 do corrente à tarde em frente à casa de leis citada no parágrafo anterior, cujo assunto foi a terceirização da coleta de lixo.
Realmente, é um assunto totalmente dispensável de discussão, pois não deveria nem ser cogitada a possibilidade de transferência da responsabilidade de realização de um serviço tão importante para a população, que ora é realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru, autarquia municipal que tem como seu responsável direto o sr. Renato Celso Bonomo Purini.
Terceirizar, segundo o minidicionário de língua portuguesa, de Luiz Antonio Sacconi, significa transferir para terceiros a responsabilidade sua para outros.
Depois daquela greve relâmpago de alguns dias com o intuito de reivindicar um reajuste de salário, melhores condições de trabalho e outras exigências, agora aqueles que deveriam votar melhorias para a população debruçam-se sobre algo totalmente sem cabimento e que irá gerar um índice grande de desemprego. Caso a manobra de transferir a coleta de lixo seja concretizada, não se esqueça, caro leitor eleitor, que eu, você e toda a população de Bauru e aqueles que adotaram esta cidade como sua também teremos que, por livre e espontânea pressão de vossas excelências pagar compulsoriamente um IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que recentemente sofreu alterações em sua planta genérica pelo excelentíssimo prefeito e reiterado pelos nobres vereadores, com valores mais altos, pois mudando a empresa responsável pela coleta, todo o ônus recairá sobre os habitantes desta cidade.
Antes de fazer a cessão do serviço a outro órgão, seja qual for, por que não fazer como em 1993, onde, num plebiscito, isto é, numa consulta popular, onde à época os eleitores disseram se queriam a manutenção do regime político vigente no país ou se queriam a mudança, e o resultado foi a manutenção do regime? Não querendo mais me alongar, lanço duas perguntas: 1) Caso ocorra a terceirização da atividade tema deste artigo, os trabalhadores da empresa em questão seriam aproveitados, porventura por outra empresa que viesse para Bauru? 2) Caso fosse cobrada a taxa do lixo, que segundo o prefeito seria cobrada por tonelagem do mesmo, esta taxa seria mais uma a ser cobrada individualmente ou seria inclusa no IPTU de cada cidadão bauruense? Com a palavra, as autoridades competentes.
Muito obrigado pela atenção.
Rodrigo Cabello da Silva - técnico de segurança do trabalho - RG 25.209.620-4