Leio no JC que o representante ou proprietário da Acumuladores Alca, afirma que está sofrendo perseguições da administração municipal, em virtude de ter tido as atividades de sua empresa poluidora interditadas. Ora, tem gente que gosta de brincar com a saúde alheia e de falsear com a verdade. A poluidora solicitou Alvará de Funcionamento para fabricação de baterias e teve indeferida sua pretensão e no ocaso do governo anterior conseguiu Alvará para montar baterias. Com um detalhe: não montava e sim fabricava. Para esconder sua verdadeira atividade as fabricava na calada da madrugada impregnando o ar daquela região da cidade. Lingotes de chumbo e enormes tanques de acido sulfurico existentes na poluente eram utilizados para montagem de baterias?
Será que a empresa foi igualmente perseguida na cidade de Cabrália Paulista ou omitia suas verdadeiras atividades que quando descobertas ocasionaram o encerramento de suas atividades naquela localidade. Ora, vamos colocar lenha na fogueira! Afinal, quando visito minha mãe saio de sua casa “chumbado” e preocupado com a mortalidade de aves, plantas e “alergias” misteriosas.
No último final de semana faleceu uma criança de três meses na Vila Industrial e a família trava uma discussão saudável com os responsáveis pela saúde pública de nossa cidade sobre as causas que ocasionaram a morte do bebê. Detalhe: A criança morava quase em frente à “perseguida” indústria. Fizeram exame de contaminação de chumbo? Se não fizeram, deveriam fazer!
Aliás, a Prefeitura Municipal através de sua Secretária Municipal da Saúde poderia fazer uma amostragem de sangue em crianças daquela região da cidade para verificar se não ocorre intoxicação por parte da poluidora. Dizem que perto da antiga Casa das Maquinas, existe uma criança com saturnismo. Como diria o eterno mestre Célio Gonçalves: Oremos... oremos para não ser verdade. Com certeza posso dizer que os responsáveis pela poluição não estão sendo perseguidos e sim vendo a lei sendo aplicada com rigor depois que deixou de ter padrinhos dentro da Seplan, que a tudo faziam vistas grossas, como se as coisas fossem “dourado” de lá. Aliás, o próprio secretário municipal de Planejamento me afirmou textualmente que era para os “incomodados” se mudarem, pois a fábrica teria que continuar suas atividades.
Não vou parabenizar o atual prefeito pela atitude de interditar as atividades da empresa por entender que não fez mais que a obrigação em defender a saúde pública esperando que continue desta forma, determinando a imediata realização de exames para se verificar a contaminação por chumbo de moradores daquela região.
Antonio Pedroso Júnior