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CPI dos Correios pode ser prorrogada

Folhapress
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Brasília - O presidente da CPI dos Bingos, Efraim Morais (PFL-PB), admitiu ontem a possibilidade de prorrogar as investigações da comissão caso o Supremo Tribunal Federal (STF) não reconsidere as liminares que protegem os sigilos do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e do empresário Roberto Carlos Kurzweil, e diante do atraso na remessa de dados pelo Banco Central e Anatel.

Okamotto é investigado por ter supostamente pago o empréstimo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao PT. Seu sigilo bancário foi quebrado pela comissão, mas o presidente do Sebrae recorreu ao STF e conseguiu impedir o acesso aos dados. A mesma estratégia foi usada por Kurzweil, dono da locadora que alugou carros para o suposto transporte de dólares de Cuba para o PT. A pressão feita por Efraim para que os dados sejam liberados deve ser reforçada depois da semana do Carnaval.

O presidente da CPI e o relator, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), vão novamente ao Supremo pedir a revisão das liminares que protegem Okamotto e Kurzweil. Se não houver sucesso na conversa com o relator das liminares, o ministro Cezar Peluso, Efraim disse que recorrerá ao plenário do STF.

Assessor

O assessor do ministro Antônio Palocci (Fazenda), Ademirson Ariovaldo, deve voltar a depor à CPI dos Bingos. O presidente da comissão afirmou que há integrantes da CPI que devem apresentar nos próximos dias requerimentos para a nova convocação.

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