Economia & Negócios

Bancários não pagam

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 1 min

Desde 1992, o Sindicato dos Bancários de Bauru ganhou na Justiça uma ação que deu direito à categoria de não pagar a contribuição sindical. A entidade foi a primeira do País a deixar de contribuir com o imposto.

O diretor de imprensa do sindicato, Marcos Silvestre, diz que a tarifa representa para a classe o autoritarismo do ex-presidente Getúlio Vargas e, sobretudo, o vínculo entre sindicato e Estado.

“O sindicato tem que ser independente e autônomo em relação ao Estado e ao governo. O imposto sindical é uma forma de vinculá-los. Entendemos também que os sindicatos devem sobreviver com as contribuições voluntárias dos trabalhadores, a partir de decisões discutidas em assembléias”, observa.

Para Silvestre, a contribuição sindical também favorece os chamados “sindicatos de pelego”, aqueles que mostram-se a serviço do trabalhador, porém, beneficiam o setor patronal.

“Esse tipo de representação não precisa ganhar confiança dos trabalhadores, lutar em nome deles, porque consegue se manter com a contribuição sindical. São raros aqueles que lutam pelo trabalhador”, completa.

Comentários

Comentários