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Ministro usa crise política e juros altos para justificar desempenho

Folhapress
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Brasília - As altas taxas de juros, a queda da safra agrícola em algumas regiões e a crise política afetaram o desempenho da economia em 2005, na avaliação do ministro Paulo Bernardo (Planejamento). “O resultado foi aquém do que a gente gostaria, mas teve vários fatores que prejudicaram”, disse.

O PIB apresentou um crescimento de 2,3% em 2005, segundo dados do IBGE. O resultado mostra desaceleração em relação a 2004, quando o crescimento foi de 4,9%. Para ele, o processo de elevação da taxa básica de juros da economia, que durou entre setembro de 2004 e maior de 2005, colaborou para a desaceleração do ritmo de crescimento da economia. No entanto, Bernardo disse que esse resultado já era esperado pelo governo.

O Banco Central (BC) previa um crescimento de 2,6% para 2005. Outros fatores que também contribuíram foram o baixo resultado do setor agrícola, que teve um crescimento de apenas 0,8%, e a crise política que atinge o governo desde o final do primeiro semestre do ano passado. Na avaliação do ministro, a crise afetou a confiança das famílias e das empresas, o que reduziu a intenção de investimentos e de consumo.

Preocupação

No entanto, para o ministro, o importante é olhar para esse início de ano. Para ele, o único fator preocupante é a agricultura. Ele destacou como fatores que contribuirão para o crescimento deste ano a convergência da inflação para as metas e a queda da taxa de juros, ontem em 17,25% ao ano. Bernardo acredita que a economia neste ano irá crescer ao menos 4%. “Não nos surpreenderia se for maior.”

Para ele, as condições da economia estão boa e há expectativa de investimentos, mesmo com o crescimento dos investimentos de apenas 1,6% em 2005. Mesmo sem a aprovação do Orçamento, Bernardo disse que os investimentos, como na área de transportes, estão garantidos para o primeiro semestre.

A falta de aprovação do Orçamento pode comprometer o segundo semestre, mas o ministro lembrou que a expectativa é que sejam mais baixos por conta das restrições impostas pela legislação eleitoral.

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