Senhores. Acabei de ler a seguinte notícia no JC de 26 de fevereiro: “CPFL quer dar fim a apagões rurais “. A proposta é aumentar a distância dos plantios de Eucalyptus spp ao longo das linhas de eletrificação. Dizem que 73% das panes são resultantes da arborização muito próxima da rede.
Tenho uma propriedade rural no município de Agudos e coleciono protocolos de pedidos junto à CPFL para limpeza de um trecho de 150 metros de uma rede que passa sobre uma reserva florestal de nativas (Área de Proteção Permanente) doada à CPFL. Esta enviou inúmeros técnicos que comprovaram a necessidade “urgente” da limpeza da área, pois a floresta nativa está tocando os fios, mas até o momento (e isso já está fazendo aniversário) não tomaram as devidas providências.
E tenho sofrido apagões constantes, pois recebo as notificações (todas arquivadas em meu celular) que a CPFL identificou uma queda de energia e a previsão de retorno será as tantas horas.
Portanto, quem leva a culpa é o eucalipto e, na verdade, nos 73% dos casos, estão incluídas as matas nativas que a CPFL não manda limpar. Isso até que um curto-circuito venha a incendiar a mata e causar maiores prejuízos à natureza e aos proprietários rurais. A Polícia Ambiental deveria estar atenta ao fato, pois a CPFL faz pouco caso das leis ambientais.
Agora vem dizer que é o eucalipto o grande vilão dos apagões. Creio que existam outros vilões nesse caso. A medida judicial contra os ruralistas deveria ser da mesma intensidade à CPFL pela inobservância das limpezas nos trechos sobre sua responsabilidade.