Apesar do entra e sai, grande parte dos proprietários dos estabelecimentos fiscalizados ontem aprovaram a medida, repetida pela terceira vez em Bauru. No ramo há cinco anos, Silvana Portalupi está entre eles. Ela conta que, de uma só vez, já chegou a botar para fora todos os clientes.
“Quando comprei (o ponto) era um inferno. Já melhorou muito. É excelente (o trabalho)”, afirma. Silvana admite não ser confortável convencer um cliente suspeito a deixar o estabelecimento. Outros representantes do segmento admitiram a mesma dificuldade. Mas com a operação, a seleção dos hóspedes fica mais fácil, apostam.
“Eles são comerciantes. Isso só vai melhorar o patrimônio deles”, explica o secretário do Conseg Centro/Sul, Pellegrino Bacci. No entanto, um dos clientes hospedados num dos estabelecimentos preferiu deixar o local por “não estar acostumado” com este tipo de operação. A insatisfação terá de ser contornada porque outras ações da mesma natureza serão realizadas no Centro, com freqüência.
Pior. Os proprietários dos estabelecimentos serão responsabilizados pelos delitos praticados dentro dos estabelecimentos. O alerta dado ontem em reunião realizada na delegacia, onde estiveram presentes cerca de 20 representantes do segmento. Parte deles foi notificada porque funcionava em condições precárias de higiene. O problema ameaçaria dois deles de interdição.