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Vazamento de bauxita polui rio Muriaé

Folhapress
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São Paulo - O rompimento de uma barragem de rejeitos da Rio Pomba Mineração, em Miraí (335 km a sudeste de Belo Horizonte), causou o vazamento de cerca de 400 mil metros cúbicos de resíduos de tratamento de bauxita em um córrego da região. O material chegou ao rio Muriaé, na divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro e afetou o abastecimento de água no município de Laje de Muriaé.

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) suspendeu preventivamente, anteontem à noite, a operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. Além disso, os técnicos monitoram a qualidade da água a 20 quilômetros do ponto de captação da estação.

Um laudo da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) sobre a qualidade da água no rio Muriaé deve ser divulgado ainda ontem. “Já foi registrada mortandade de peixes, mas ainda não se sabe se ela é ocasionada pela lama oriunda do vazamento ou se é decorrente da toxicidade do material. De qualquer maneira, estamos em permanente contato com os prefeitos dos municípios que podem ser atingidos para tomar medidas urgentes em caso de necessidade”, disse a governadora do Rio, Rosinha Matheus (PMDB).

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) de Minas afirma que a lama que vazou não é tóxica, sendo formada por água e argila -rejeitos da lavagem da bauxita. Lama De acordo com informações do governo do Rio, foi solicitado a três pequenas hidrelétricas mineiras que abram suas comportas como tentativa de diluir a lama decorrente do vazamento da mineradora.

A Procuradoria Geral do Estado também anunciou que vai entrar com uma ação penal contra a empresa, para pedir indenização pelos danos causados. Em 2003, o rompimento de uma barragem da Cataguazes Indústria de Papel provocou o despejo de 1,2 bilhão de litros de resíduos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul, atingindo o Norte e o Noroeste fluminenses.

Vazamento

O governo do Estado de Minas afirma que o vazamento na barragem de rejeitos foi contido por volta das 5h de ontem. Técnicos da Companhia de Saneamento do Estado e do Departamento Municipal de Saneamento Urbano de Miraí coletaram amostras de água no córrego Bom Jardim e ribeirão Fubá para análise.

O governo estadual afirma que as possibilidades de que os sedimentos atinjam o rio Paraíba do Sul são mínimas, pois o material deve se acomodar no fundo do rio. O abastecimento de água é normal nas cidades mineiras. A reportagem não localizou representantes da Rio Pomba Mineração.

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