Polícia

Preso acusado de falsificar diplomas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Tinha para todos os gostos. Certificados de conclusão de curso técnico, de ensino fundamental e médio e até de ensino superior. Todos falsificados. O material foi encontrado ontem pela manhã na casa de Sérgio Luiz Augusto Dias, 38 anos, situada na quadra 1 da rua José Ismanhoto, no Parque Granja Cecília.

A competência do analista de sistemas já era conhecida pela polícia. Capaz reproduzir documentos e diplomas de instituições públicas e privadas - dentre elas das Faculdades Integradas de Jales e da Universidade Federal de São Carlos -, em 2003 ele já havia admitido dominar a técnica. Na ocasião, a confissão foi registrada, inclusive, pela Polícia Federal, para quem o rapaz também era suspeito de falsificar dinheiro.

A última acusação foi refutada ontem por Dias, em conversa com a Polícia Civil. Segundo o delegado do 1º Distrito Policial, Fábio Mariotto, o analista de sistemas também nega ter reincidido no delito de falsificar diplomas, currículos e certificados. Alega que o material apreendido na casa dele é o que restou da apreensão realizada em 2003. No entanto, alguns pontos pesam contra a versão ele.

Apreensão

A polícia encontrou na residência de Dias carimbos utilizados para autenticar documentos com data de 2004 e 2005. Além disso, chamou a atenção o forte esquema de segurança do imóvel onde mora. Além dos muros altos, estão instalados três pontos de luz (que acendem à noite com o movimento de pessoas) e quatro câmeras filmadoras.

Mas quando os policiais chegaram, nem ele nem a esposa atenderam à porta, só aberta depois que um chaveiro foi acionado. “Ele disse que estava com medo de ser preso”, conta Mariotto. Mas recebeu voz de prisão por conta do material encontrado. Foram ao menos 12 certificados (alguns de instituições de fora do Estado, como Paraná e Rio de Janeiro) e 17 outros documentos de terceiros, como cópias de RG e CIC.

O computador dele, que estava sem o disco rígido, também foi apreendido, assim como material de escritório, três celulares e um aparelho telefônico utilizado pelas empresas de telefonia para fazer escuta. “Vamos ouvir as pessoas, oficializar as faculdades e outras instituições e encaminhar o material para perícia”, explica Mariotto.

De acordo com o delgado, o analista de sistemas estava em liberdade provisória. O processo na Polícia Federal, ainda não foi concluído. Dias ainda teria sido alvo de outras duas acusações de estelionato em São Paulo. Porém, de uma delas ele foi absolvido e a outra foi arquivada. Ontem, o rapaz foi novamente indiciado e seguiria para a cadeia pública de Avaí.

A reportagem tentou contato com o advogado dele, mas não obteve sucesso. A polícia registrou boletim de ocorrência de falsificação de selo ou mal público. Em caso por condenação, a pena para o crime é de dois a seis anos de reclusão. O JC não conseguiu localizar três pessoas, cujos documentos foram encontrados na casa de Dias.

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