Regional

Erosão em acesso ‘divide’ Paulistânia

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

A cidade de Paulistânia (48 quilômetros a sudoeste de Bauru) ainda está dividida por uma erosão de cerca de 40 metros de largura por seis de altura, formada com a chuva do dia 12 de fevereiro. A via de acesso que liga o município à rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225) mais parece um “divisor” da cidade. A ponte destruída ainda não foi recuperada. De um lado, a rodovia de movimento de automóveis e ônibus. Do outro, na cidade, a ausência de tráfego deu lugar ao som de pássaro e das águas de um rio. O mesmo rio que hoje está assoreado em alguns trechos, teve a força para levar a tubulação que passava embaixo da ponte.

Para entrar ou sair da cidade, os moradores precisam utilizar a estrada de terra que liga o município à SP-255. Nos primeiros dias, as pessoas precisavam fazer o percurso a pé ou com veículo próprio, já que os ônibus intermunicipais deixaram de circular na cidade. Em seguida, a prefeitura disponibilizou um ônibus que faz mais de dez viagens diárias para levar os moradores até a rodovia.

Das 12 pontes que foram prejudicadas pelas chuvas, oito já estão em fase de recuperação. Outras quatro ainda precisam de verbas estimadas pelo prefeito em R$ 180 mil do governo do Estado de São Paulo. São elas: de acesso ao bairro Boa Vista, da entrada da cidade, bairro corredeira e bairro ventania. “A prefeitura está toda envolvida no trabalho de reestruturação, inclusive à noite e nos feriados. Através de consórcio com a Amep (Associação dos Municípios do Médio Paulista), conseguimos mais máquinas para trabalhar em Paulistânia para reforçar”, diz.

A dona de casa Roseli Nunes Pereira mora próximo da ponte que dá acesso ao município de Duartina, na avenida das Palmeiras. No local, as obras para recobrir com terra a tubulação de água e a contenção da erosão já começaram. Ontem, funcionários da prefeitura estavam nivelando o terreno. Mas Pereira ainda teme as próximas chuvas. “Quando chove, ainda sofremos. Forma um atoleiro no meu bairro e precisamos sujar as pernas e calçados para sair de casa”, conta.

Um grande trecho da estrada que dá acesso ao bairro Floresta também já está recuperado. “Antes, os moradores de chácaras não conseguiam levar as crianças na escola. Agora, já podem transitar normalmente”, diz a vereadora Maria Antônia Idalgo.

A ponte do rio Imusquim também já está sendo recuperada. Ela é a principal via de acesso utilizada para transportar as crianças e adolescentes para a escola. “Antes, era preciso passar por dentro de uma fazenda para transportar as crianças. Agora, os ônibus já podem passar”, conta o funcionário da prefeitura, Lupércio Meira da Silva.

Além das pontes, a água ainda é motivo de preocupação para os moradores. Adriane Teixeira da Rosa conta que a qualidade da água ainda causa desconfiança. Logo depois da chuva, ela ficou com aspecto barrento. “Ainda estamos (moradores) pegando água da mina da escola ou mesmo comprando água mineral. A água da torneira sai oleosa e estamos receosos”, diz.

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