Regional

Em Lençóis, o prejuízo já chega a R$ 505 mil

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - Em Lençóis Paulista (43 quilômetros a sudoeste de Bauru), o prejuízo financeiro provocado pela enchente do rio Lençóis, causada pelo rompimento de barragens na zona rural de Borebi, chegou a cerca de R$ 3,8 milhões. O valor consta no documento de avaliação de danos enviado pelo município à Secretaria de Defesa Civil.

O valor, no entanto, é referente aos estragos causados tanto em bens públicos quanto em privados. A prefeitura calcula em R$ 505 mil os prejuízos na área pública com danos à estação de tratamento de água, à rede de esgoto, asfalto de ruas e obras de arte na cidade.

De acordo com Antônio Silveira, diretor de Obras da prefeitura, o sistema de abastecimento de água, que foi seriamente comprometido devido à enchente do rio Lençóis, já está totalmente restabelecido. “As instalações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) ainda estão em operação de limpeza, mas também está tudo restabelecido. O que tem agora é a recuperação dos equipamentos que foram danificados. Isso demora um tempo”, lembra Silveira.

Ele explica que as providências estão sendo tomadas para verificar as responsabilidades pelo que aconteceu no município. “A causa maior desse acontecimento aqui foram as represas que se romperam no município de Borebi. Vamos entrar com uma ação no Ministério Público para apuração de responsabilidades por esta ocorrência”, comenta.

Segundo ele, serão três ações públicas. “Uma ação buscando identificar as responsabilidades por esta ocorrência, uma segunda para vistoriar, proteger e recuperar aquelas (represas) que sobraram e que existe, eventualmente, algum risco de futuro rompimento. E uma terceira ação pedindo que se faça um levantamento geral da situação dos reservatórios, das represas e dos lagos que existam acima de Lençóis, todos os que alimentam a bacia do rio Lençóis”, conclui.

Ainda de acordo com o documento de avaliação de prejuízos enviado à Defesa Civil, a maior perda ocorreu na agricultura, em torno de R$ 1,9 milhão, com danos à produção de 48,9 mil toneladas de grãos. Em segundo lugar vem o prejuízo às residências, cerca de R$ 1 milhão. O setor de comércio, segundo o levantamento, amargou prejuízos em torno de R$ 355 mil.

De acordo com Silveira, as vias públicas e as pontes que foram danificadas já estão em fase de recuperação. “Tem uma ponte rural (ponte do Faxinão) que ainda está em fase de recuperação e teve uma ponte aqui na área urbana que já foi recuperada e está sendo liberada para o trânsito. Não houve desabrigados, ou seja, não houve perda de residência ou de vida. Só tivemos algumas perdas materiais. A maioria das pessoas já voltou para suas casas”, comenta.

Com o levantamento dos estragos em mãos, o prefeito José Antônio Marise (PSDB) decidiu decretar estado de emergência no município. A partir dele, será possível pleitear recursos dos órgãos públicos. Para Silveira, a solicitação de verbas ao Estado depende, antes, da elaboração de projetos, de recuperação.

“É uma coisa que ainda vai demorar um pouco para termos uma posição fechada sobre isso. Mas o projeto está em andamento”, garante.

Comentários

Comentários