Cada cidadão desempenha importante papel na sociedade, mas merecem destaque maior os que passaram a vida dedicando-se à busca de métodos facilitadores da vida coletiva. Refiro-me aos cientistas, inventores, pioneiros, pensadores, pesquisadores e muitos sem os quais poderíamos ainda andar em carro de boi ou morrer de desconhecidas doenças.
Assistimos à banalização e comercialização dos heróis nacionais. É triste. É muito triste constatar uma nação, tão privilegiada em tantos aspectos, ter a visão tão banalizada dos nossos heróis. Este nome não foi escolhido para homenagear um bauruense ou um jauense, mas sim elevar um nome brasileiro junto às outras nações. Com pesar, vemos um bauruense com a visão ofuscada pelo bairrismo exacerbado não vislumbrar neste ato a luz do patriotismo, que com certeza norteou todos os grandes nomes.
Tivemos três grandes nomes na história da aviação brasileira, que no início do século passado inscreveram seus nomes na história da aviação internacional. Foram eles: padre Bartolomeu de Gusmão, que demonstrou à corte européia a possibilidade de um balão de ar quente subir; o “Pai da Aviação”, Alberto Santos Dumont e o comandante João Ribeiro de Barros, primeiro a cruzar o Oceano Atlântico em vôo sem escala, sem suporte marítimo. O fez 23 dias antes de Charles Lindbergh. O povo que não homenageia seus próprios heróis corre o risco de ver-se honrando heróis alheios.
Temos muitos exemplos de outras nações lutando para promover qualquer feito, por menor que seja, com o objetivo de ter vislumbre de feito internacional, trazendo a glória do mesmo para seu povo. O maior orgulho e a mais profunda realização pessoal somente são conquistados quando conseguimos pensar e sentir como comunidade no amplo sentido, e não como indivíduo. Quero agradecer em nome da família do Comandante João Ribeiro de Barros, a perpetuação de seu nome ao novo aeroporto de Bauru, bem como aos inúmeros bauruenses que me congratularam pela escolha.
Rubens Ribeiro de Barros - RG: 1572306