Bairros

Casa desaba e desabriga família

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A chuva de ontem à noite não passou dos 10 milímetros, mas foi o suficiente para desabrigar a família de Nelcisa de Jesus, no Jardim Ferraz. Um dos quartos da casa, que começou a desabar durante a chuva de domingo, terminou de cair ontem. Acionados para o local, os bombeiros interditaram a residência, localizada na quadra 3 da rua Cyro Wenceslau, porque, numa avaliação preliminar, apontaram que o restante do imóvel está comprometido.

“A casa está cheia de rachaduras, estralando. Por isso os bombeiros interditaram e avisaram que não podemos entrar de jeito nenhum”, contou Nelcisa, que abrigou-se com os três filhos com idades entre 13 e 16 anos e a mãe de 68 anos na casa de um vizinho. Desempregada e separada do marido, ela conta que não tem condições de consertar o imóvel e nem de alugar outro. “Meu ex-marido paga R$ 230,00 de pensão por mês”, revelou.

Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil na cidade, ressalta que a casa é antiga e já estava em condições precárias, o que facilitou o desabamento. “É um imóvel que parece estar condenado, não tem condições de moradia. Vou solicitar que uma assistente social da Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social) visite a família amanhã (hoje) e que um engenheiro da prefeitura avalie a casa”, adianta.

Nelcisa contou que quando a residência começou a desabar, na madrugada de domingo, todos estavam dormindo e por sorte não foram atingidos. “Minha mãe, que dorme no quarto com as crianças, ouviu o barulho e quando acordou a parede já tinha caído. A sorte é que, a parede, que já estava estufada, caiu para o lado de fora”, relata.

O desabamento no Jardim Ferraz foi a ocorrência mais grave da chuva de ontem, segundo Brito. Mas mesmo assim as avenidas Alfredo Maia e Nações Unidas, na altura do viaduto da linha férrea, tiveram de ser interditadas por conta da quantidade de água acumulada. “Como temos previsão de mais chuva para a madrugada, vamos deixar a Nações Unidas interditada na altura do viaduto. Se tudo correr bem, às 6h tiramos as placas de interdição”, explicou Brito.

Durante a chuva, o vento chegou, novamente, a 50 quilômetros por hora, segundo medição do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Mas desta vez, os bombeiros receberam apenas duas solicitações de queda de árvore – no sábado passado foram 13. Na chuva do final de fevereiro, 18 árvores das vias públicas caíram.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) continua recolhendo árvores e galhos na cidade. Apenas neste mês, os caminhões coletaram 37 toneladas de galhos de árvores em Bauru. Só no domingo, data de mais um mutirão para coleta de galhos, foram quase 7 toneladas.

Todo material é levado ao aterro sanitário. A demanda do serviço cresceu nos últimos dias, após a passagem de fortes rajadas de vento em Bauru, que derrubaram 13 árvores e galhos em toda a cidade.

O serviço de cata-galhos continua sendo feito pelos bairros. A solicitação para coleta de galhos pode ser feita pelo telefone 0800-994599.

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