Política

Asfaltar Bauru exige R$ 255 milhões

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A resolução dos problemas de pavimentação precária em 700 quilômetros das ruas que contam com o piso asfáltico e a colocação da benfeitoria em outros 350 quilômetros de vias de terra exigiriam a soma de R$ 255 milhões, segundo levantamento divulgado pelo secretário municipal de Obras, Leandro Dias Joaquim, em audiência pública realizada ontem, na Câmara Municipal de Bauru.

Ele apontou os dados de sua pasta no contexto da discussão sobre a necessidade de criação do Fundo de Infra-Estrutura Urbana, medida defendida pelo governo como forma de estimular os investimentos no setor e reduzir a demanda. “Nós temos 15 mil quarteirões de ruas urbanas em Bauru, sendo mais de 11 mil quarteirões pavimentados com o piso com mais de 25 anos de uso. Isso equivale a 700 quilômetros, uma distância de ida e volta até São Paulo. Para atacar isso com recape, seriam necessários R$ 140 milhões”, disse Joaquim.

De outro lado, o secretário divulgou que a cidade ainda conta com 350 quilômetros de ruas sem asfalto, o equivalente a 3.500 quarteirões, cuja obra pediria R$ 115 milhões para a solução completa. “O metro quadrado do recape está em R$ 14,00 e o asfalto novo fica em R$ 30,00 o metro quadrado. Basta fazer as contas para ver a dimensão de nossas carências nesta área”, lançou Joaquim aos parlamentares e membros de entidades e órgãos que participaram da discussão orçamentária relativa ao ano de 2005 ontem, no Legislativo.

Para se ter uma idéia do volume da cifra levantada por Joaquim, a prefeitura estima arrecadar R$ 215 milhões neste ano para pagar as despesas obrigatórias, algumas dívidas, investir cerca de R$ 15 milhões e manter em dia o salário do funcionalismo.

Segundo o Executivo, a operação tapa-buracos consumiu um milhão e 200 mil toneladas de produto cap 20, matéria-prima para a ação pela usina de asfalto, no ano anterior. “Isso foi utilizado para tapar buracos em oito mil quarteirões. Mas o asfalto é antigo e mesmo produzindo 15 mil toneladas de material no ano não acabam os buracos”, aponta.

O governo espera a aprovação do fundo de asfalto para gerar receita para investir no setor, cujo serviço pode ser cobrado da população após a benfeitoria instalada nas ruas. A captação de recursos via fundo pode viabilizar doações e o governo também vê na venda de terrenos públicos ociosos uma alternativa para levantar dinheiro para o início do programa. Entretanto, até agora a administração municipal não finalizou a lista de terrenos definidos em estudo interno que seriam vendidos, através de leilão público.

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