Eles não perdoam nenhum bairro: estão em todas as ruas e transtornam a vida de todos os bauruenses. Na periferia, a situação é ainda mais freqüente. Os buracos nas vias de trânsito da cidade danificam os carros, castigam os usuários de ônibus e dificultam o acesso aos bairros pelos serviços de emergência como bombeiros, ambulâncias e polícia.
“Com certeza, aqui é a cidade dos buracos”, lamenta Marcos Antônio Lemos, consultor de vendas. Ontem, ele foi mais uma das pessoas que diariamente procuram o Jornal da Cidade pedindo a divulgação do problema. Morador do Núcleo Geisel, ele conta que a situação das ruas do bairro é de abandono. “Está triste. Os amortecedores dos carros que o digam”, afirma.
Para Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil na cidade, o problema do asfalto é crônico. “A cidade cresceu e os investimentos em infra-estrutura, como água, luz e asfalto, não acompanharam”, afirma. Na época de chuva, que vai de dezembro a abril, os buracos proliferam. “Passamos um terço do ano reparando buracos. Quando a chuva pára, continuamos com o serviço. Chegamos a passar quase metade do ano tampando buracos, para ter que fazer tudo de novo quando voltar a chover”, descreve o coordenador.