A audiência pública da Comissão Interpartidária realizada ontem na Câmara Municipal de Bauru sobre o fechamento das contas de 2005 revelou que a prefeitura teve aumento de receita de 16,22% entre o último ano da gestão Nilson Costa (2004) e o primeiro ano do governo Tuga Angerami, passando de R$ 177,4 milhões para R$ 206 milhões.
Apesar da boa performance, o secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque dos Santos Neto, se mostrou cauteloso, ontem. “Não acreditamos que esse crescimento se repita neste ano, porque o Refis acabou e só de dívida ativa de IPTU tivemos 155% de aumento em 2005. O ISS também cresceu 25% e o FPM, uma das principais receitas, aumentou 23% de um ano para o outro”, avaliou.
Contudo, outros indicadores foram positivos em patamares acima da média nacional. A arrecadação com contribuição de iluminação pública cresceu 59,72% de 2004 para 2005. Ainda assim, o governo reclama que os R$ 3,8 milhões obtidos da Cip não foram suficientes para pagar as faturas mensais de r$ 40 mil à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A receita com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) aumentou sozinha quase R$ 5 milhões de 2004 para 2005, fechando o exercício anterior em R$ 23 milhões.
De outro lado, a prefeitura fechou 31 de dezembro de 2005 ainda com R$ 30 milhões a pagar de precatórios (dívidas com sentença judicial de pagamento) e R$ 83 milhões da federalização feita junto ao Banco do Brasil no ano 2000.