Mais um ano se passou e o cenário de políticas públicas para mulheres no Brasil permanece o mesmo. Hoje, prestamos uma homenagem à Betty Friedan, falecida em 4/2/2006. Uma mulher que defendia a aliança entre os sexos na luta pela igualdade social, iniciou o movimento feminista na década de 1960. Uma mulher que defendia a família, marido, filhos e em virtude de também ser uma vítima do machismo, passou a estimular as mulheres para que elas lutassem pela sua independência e liberdade.
Já na fase final de sua vida, estava mais empenhada em criar uma aliança política do que em defender uma bandeira feminista. A globalização é o inimigo, dizia ela. Quero crer, que a partir dessa iniciativa, as mulheres de todo mundo passaram a ter outra visão sobre o seu papel na sociedade, além de mães e esposas, indo de encontro aos desafios políticos conquistando sucesso e respeito.
Demonstrando inteligência e competência, algumas conseguiram atingir o topo, provocando uma mutação comportamental na sociedade a ponto de serem eleitas autoridades máximas de uma nação como: Michelle Bachelet, presidenta do Chile; Glória Arroyo, presidenta reeleita das Filipinas; Vaira Vike Freiberga, presidenta da Letônia com 80% de aprovação em seu segundo mandato; Helen Clark, 1.ª ministra da Nova Zelândia pela terceira vez; Tarja Halonen, 1.ª ministra da Finlândia; Ângela Merkel, 1.ª ministra da Alemanha; Ellen Johnson Sirleaf, 1.ª presidenta da República da Libéria (nação com apenas 158 anos).
Temos ainda Hillary Clinton e Condoleezza Rice prováveis candidatas à presidência dos Estados Unidos. Agora, eu pergunto: mulheres brasileiras, quando faremos parte desse rol?
Haydée das Dores de Souza - coordenadora do Movimento de Mulheres do PMDB e vice-presidenta do Conselho Municipal da Condição Feminina