A propósito dos dizeres da carta publicada na “Tribuna do leitor” na edição de domingo, pelo empresário bauruense Rubens Ribeiro de Barros, (sobrinho) do aviador-herói João Ribeiro de Barros, enfocamos nosso cenário, a saber. Em primeiro plano, reconhecemos (como todos, afinal, reconhecem) os méritos devidos à ousadia do então aviador, comandante João Ribeiro de Barros, na travessia do Atlântico, ganhando dimensão histórica nacional, por esse grande feito. Em segundo plano, em razão da justificativa já manifestada, não concordamos com o texto (“com pesar, vemos um bauruense com visão ofuscada pelo bairrismo exacerbado não vislumbrar neste ato a luz do patriotismo, que com certeza norteou os grandes nomes”) numa crítica alusiva ao signatário da presente, com base no texto publicado na coluna Destaques, na edição de 23/2/06. Ao publicá-la, não entramos na zona de banalização de heróis nacionais, como invoca o missivista Rubens Ribeiro de Barros.
Procuramos sim, em nome de ações que precisam enaltecer o “bauruísmo” de todos nós de Bauru, sugerir a indicação de “gente da terra” para dar o nome ao aeroporto em construção. Entendemos até que a “nominação” do aeroporto não é nada importante para este momento, em que o aeroporto nem pronto está. Melhor seria com ele pronto e em plena operacionalização, seja através do Daesp ou da Infraero. Infelizmente, essa decisão ainda está em compasso de espera, aguardando em termos definitivos, a verdadeira “vocação desse aeroporto”.
Em nossa leitura, como o aeroporto está implantado nos limites da cidade, o mais lógico seria escolher entre tantos bauruenses benfeitores um nome para figurar como patrono dessa futura plataforma de exportação e importação. A manifestação de nossa parte é mesmo um ato de bairrismo que pode até ser exacerbado como frisou, mas em hipótese nenhuma, vem ofuscar a grandeza de um nome como o do comandante João Ribeiro de Barros já consagrado historicamente através de seu famoso hidroavião no Museu Ipiranga em São Paulo, a rodovia que leva o seu nome e a homenagem pública já recebida de seus conterrâneos da vizinha cidade de Jaú. O projeto que define “Aeroporto Comandante João Ribeiro de Barros” já está aprovado, todavia, se ainda houver possibilidade, deixe Bauru fazer o que Jaú já fez: reconhecer e homenagear um de seus filhos ilustres.
Jornalista Roberto Rufino