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PM encontra munição em favela no Rio

Folhapress
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São Paulo - Policiais militares (PMs) apreenderam ontem coletes à prova de balas, munição e uma granada na favela da Metral (zona oeste do Rio). O material será levado para o quartel do Exército em São Cristóvão. Os militares ocuparam a favela desde a noite de anteontem. Ainda não há confirmação sobre a origem do material apreendido. A Metral é a décima localidade ocupada desde o último fim de semana, em uma operação do Exército em busca de dez fuzis que foram levados do Estabelecimento Central de Transportes.

Além de ocupar morros e favelas, o Exército iniciou ontem uma série de bloqueios em estradas. Segundo o setor de Comunicação Social do Comando Militar do Leste, foram montados bloqueios na Dutra, na BR-040, na Rio-Santos, na ponte Rio-Niterói e na Baía de Guanabara. A medida foi tomada para evitar que os criminosos tentem deixar o Rio com as armas.

Ocupação

Na noite de anteontem, ao mesmo tempo em que os militares ocupavam a favela da Metral, outros saíram das favelas Vila dos Pinheiros e Caju. As outras localidades ocupadas são: morro da Providência, morro do Dendê, as favelas Jardim América, Parque Alegria, Jacarezinho, Manguinhos, Nova Brasília. No total, 1.500 militares participam da operação.

A operação deve terminar apenas quando as armas forem encontradas. Além de um tanque de guerra e de carros de combate, o Exército cerca de 150 militares que até dezembro integravam a tropa brasileira em missão no Haiti, país caribenho em guerra civil, participaram da ação na Mangueira. É um grupo de elite, treinado para situações de conflito em áreas semelhantes às favelas cariocas.

Desde o início da ação do Exército nos morros e favelas, ao menos três tiroteios foram registrados. O último ocorreu na noite de anteontem, em Manguinhos. O Comando Militar do Leste afirma que não há feridos. Na noite de segunda, o tiroteio ocorreu no morro da Mangueira. Pela manhã, um adolescente morreu atingido por um tiro nas proximidades do morro da Providência, onde horas antes foi registrado um confronto entre militares e criminosos. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte do garoto.

Na noite do último domingo, uma bomba de fabricação caseira foi jogada contra os soldados que ocupam o morro da Providência. Roubo O roubo das armas ocorreu na madrugada de sexta. Sete homens vestindo roupas camufladas e toucas ninja invadiram o Estabelecimento Central de Transportes (ECT), renderam soldados responsáveis pela guarda e roubaram armas que estavam em armários. Um inquérito policial militar foi instaurado após o roubo. O Exército obteve mandados de busca - com validade indeterminada- na Justiça Militar.

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