São Paulo - A possibilidade de que o prefeito José Serra seja candidato a suceder o governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, que antes era considera “absurda” por alguns tucanos, ganhou credibilidade “oficial” ontem. O ex-ministro e pré-candidato a sucessão estadual Paulo Renato assumiu que retira sua postulação caso Serra aceite a indicação. O ex-ministro justifica sua decisão por uma “mudança de rumos nos cenários federal e estadual do PSDB”, que “atropelou” sua iniciativa de sair candidato ao Palácio dos Bandeirantes.
O PSDB tem quatro pré-candidatos à sucessão estadual, com baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto: o ex-ministro Paulo Renato, o vereador José Aníbal, o deputado federal Alberto Goldman, e o secretário municipal de Governo Aloysio Nunes Ferreira.
Neste cenário, os tucanos, que mandam no Bandeirantes desde 1995, estariam arriscados a perder o poder estadual ou para o ex-governador e pemedebista Orestes Quércia ou para os petistas Aloizio Mercadante e Marta Suplicy, respectivamente senador e ex-prefeita de São Paulo. Os tucanos, por sua vez, rebatem: o governador Alckmin também começou sua campanha em 2002 com baixos índices de intenção de voto.