São Paulo - Um acidente com um ônibus que havia partido de Campinas, no interior de São Paulo, com destino à cidade de Caldas Novas, em Goiás, ontem, causou a morte de 14 pessoas e ferimentos em outras 26. Ao menos oito passageiros ficaram feridos gravemente.
O veículo da empresa Transportes Capellini Ltda., que transportava 41 passageiros, tombou em um barranco ao lado da rodovia BR-050, em um trecho de reta no km 78, em Uberlândia (556 km de Belo Horizonte), por volta das 4h.
No momento do acidente, o tacógrafo do veículo apontava a velocidade de 100 km/h, acima do limite permitido no trecho, que é de 80 km/h para ônibus, informou a Polícia Rodoviária Federal. Treze passageiros morreram no local e um, no hospital. Nenhum deles usava cinto de segurança.
Os feridos estavam sendo atendidos ontem em dois hospitais de Uberlândia e em três unidades de atendimento à saúde do município. Dois passageiros eram de Indaiatuba (102 km a noroeste de São Paulo), e os demais, de Campinas, segundo a Capellini. Duas crianças que estavam no veículo ficaram feridas, sem gravidade.
O ônibus havia sido fretado por Odair Rodrigues, que é membro da Associação dos Aposentados e Pensionistas das Indústrias Metalúrgicas e Outras Categorias de Campinas, e transportava turistas para uma excursão. Almeida teve ferimentos leves.
A Capellini informou que o ônibus foi adquirido neste ano e fazia a sua primeira viagem. A empresa afirmou que todos os bancos tinham acesso à cinto de segurança e toda a documentação do veículo está regularizada. O motorista do ônibus, Edivaldo Dias, depôs na polícia. O delegado Adeuvaldo Ribeiro Neves disse que ele não explicou a razão do acidente. “Na verdade ele está omitindo o fato que provocou o acidente. Provavelmente tenha sido em razão de uma falha dele.”
O inspetor da Polícia Rodoviária Federal Davi Stanley afirmou que, minutos após o acidente, Dias disse a policiais rodoviários que trocava um CD antes do tombamento do veículo. O motorista negou o fato em seu depoimento.