Washington - Quase cinco anos após o 11 de Setembro, uma proporção crescente de americanos tem percepções negativas sobre o islã, e boa parte acredita que os muçulmanos sejam mais propensos à violência do que seguidores de outras religiões, segundo aponta pesquisa do jornal “The Washington Post” e do canal de TV ABC News divulgada ontem.
O levantamento mostra que 46% dos entrevistados vêem o islã negativamente - número sete pontos percentuais maior do registrado nos meses subseqüentes aos ataques de 2001. A proporção dos que acreditam que o islã encoraje a violência contra não-muçulmanos mais do que dobrou desde entre janeiro de 2002 e março deste ano, subindo de 14% para 33%. Outros 58% disseram acreditar que haja mais extremistas violentos dentro do islamismo do que em outras religiões.
A pesquisa ouviu 1.000 pessoas entre 2 e 5 de março - cerca de um mês depois da ocorrência de violentos protestos em diversos países árabes e muçulmanos contra a publicação das charges do profeta Maomé. Segundo especialistas, os números refletem a influência de discursos políticos e de reportagens que enfatizam as ações de extremistas e tendência de confundir os muçulmanos com árabes.