Internacional

Em dia com 21 mortes, estréia do novo Parlamento iraquiano é marcada

Folhapress
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Bagdá - Bombas e tiros mataram pelo menos 21 pessoas ontem no Iraque. A violência sectária, agravada depois do ataque a um templo de Samarra, no dia 22 de fevereiro, tem piorado as divisões políticas no país.

O presidente Jalal Talabani marcou para o próximo dia 19 a primeira sessão do Parlamento eleito depois de dias negociando com um de seus vices, o árabe xiita Adil Abdul-Mahdi, que se recusava a assinar o decreto.

O ataque mais grave de ontem ocorreu em Fallujah, onde um caminhão-bomba explodiu matando pelo menos 11 pessoas. Em Bagdá, foram encontrados oito corpos de pessoas assassinadas. Em Samarra, bombas mataram três pessoas.

Em resposta ao anúncio de que os EUA devolverão o centro de detenção de Abu Ghraib aos iraquianos, o ministro da Justiça, Abd al Hussein Shandel, disse que seu país não vai mais usar o local como prisão.

Ainda ontem, o especialista da Organização das Nações Unidas (ONU) Leandro Despouy apresentou à organização a recomendação de que o ex-ditador Saddam Hussein fosse julgado por um tribunal internacional, devido a “notórias deficiências” na condução do processo pela corte iraquiana.

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