Politicando

Barbaridade


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Certa vez, recuperamos a visão de um menino com catarata congênita. Tratava-se do filho de um casal de nordestinos. Como reconhecimento, fomos convidados para uma bacalhoada no batismo do garoto.

Fomos à residência do casal, sendo informados de que a Igreja aceitara que os pais colocassem os nomes do presidente americano, John Kennedy, e sua esposa, Jaqueline, como padrinhos.

Passaram-se os tempos e, em 1963, no dia seguinte ao assassinato de Kennedy, o casal nos procurou na Santa Casa do Rio, com o garoto no colo. Pareciam transtornados.

- O senhor viu que barbaridade fizeram com o compadre Kennedy, doutor!- disse o pai.

E a mulher: - Eu fico pensando no quanto está sofrendo a comadre Jaqueline!

Rui Bertoti

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