A criação da Comarca de Bauru foi apressada pelo assassinato de Azarias Leite, em outubro de 1910, que teve grande repercussão em São Paulo e no Congresso, segundo o jornalista e historiador Luciano Dias Pires, editor do suplemento Bauru Ilustrado, do JC. Assim, o projeto de criação assinado por Almeida Nogueira, Inácio Uchoa, Eduardo Couto, Jorge Tibiriçá, Rodrigues Alves e Cândido Rodrigues, após sofrer algumas emendas, foi aprovado pelo Congresso e no dia 16 de dezembro de 1910, foi promulgada a Lei nº 1225, pela qual obtinha Bauru a sua própria Justiça.
Ao meio-dia de 9 de março de 1911, em sessão solene no Paço Municipal, sob a presidência do juiz de Direito Rodrigo Romeiro, foi instalada a comarca. Além do promotor público Benjamim Pinheiro, as pessoas mais representativas da cidade participaram da sessão solene.
Antes de ser aberta a sessão, o comércio local, representado por uma comissão, entregou ao juiz uma caneta de ouro cravejada de pedras preciosas, em uma caixa de veludo.
Segundo Luciano Dias Pires, Rodrigo Romeiro morou em Bauru até 1930. No mesmo ano em que chegou, 1911, fundou a Santa Casa de Bauru, instalando-a numa pequena casa da rua Primeiro de Agosto, até 1913. Nesse ano inaugurou o primeiro pavilhão, num terreno que conseguiu por doação.
Em 1915, promoveu a continuação das obras da Matriz. É de Rodrigo Romeiro, de acordo com Pires, a iniciativa da fundação do Banco de São Paulo e Mato Grosso, que se tornou agência do Banco Comércio e Indústria. “Mas a sua grande realização foi a fundação do Asilo Colônia Aymorés”, afirmou Pires.