A Bolsa de Valores é a opção mais rentável para quem pode dispor de uma quantia, mesmo não muito alta, por longo período. A garantia é da corretora de valores Lúcia Silva, para quem não existe qualquer outro tipo de aplicação que supere a Bolsa, caso os recursos sejam investidos por um ano, pelo menos.
“Não é um dinheiro para colocar aqui e depois decidir construir uma casa em seis meses (utilizando esses recursos). Não pode ter data para ele”, reitera. De acordo com Lúcia, o investidor que optar pela Bolsa terá de arcar com custos de corretagem, cobrados segundo o valor aplicado.
Aquele trabalhador que conseguiu poupar os tais R$ 5 mil, por exemplo, pagará 0,5% do montante aplicado por operação. “A pessoa já passa a ser parte integrante da empresa porque, além de ganhar com a rentabilidade de uma empresa como a Petrobras, ainda ganha como acionista. Por menor que seja, mesmo que tenha uma só ação, terá juros e dividendos como se fosse dono da empresa”, explica.
O valor de cada ação depende da empresa. Enquanto uma delas pode custar R$ 1,00, outra sai por R$ 700,00. Dependendo do perfil do pequeno investidor, a corretora recomenda ainda o clube de investimentos.
Por meio dele, o interessado pode ter participações em ações de mais de dez empresas diferentes. “Se você precisasse de capital para ter essas dez ações investidas, teria que ter pelo menos R$ 50 mil. Então, a opção é essa”, acrescenta.
Lúcia, no entanto, destaca que o clube ameniza tanto os ganhos quanto as perdas. Mas neste caso, a taxa de corretagem é menor por não ser cobrada individualmente.