Cirurgias eletivas
O Programa de Cirurgias Eletivas do Ministério da Saúde, criado em março de 2005 e que beneficiou até agora 150 mil pessoas, terá as verbas duplicadas este ano e passará por aperfeiçoamentos que fortalecerão o controle dos gastos públicos. Os recursos passarão de R$ 184 milhões para R$ 400 milhões. Além disso, os procedimentos feitos em regime de mutirão (cataratas, varizes, próstata e retinopatia diabética) foram incorporados ao programa. Ao todo, estarão disponíveis 64 tipos de cirurgias. Com a nova política, para realizar as cirurgias, os gestores municipais e estaduais de saúde terão de comprovar a demanda por meio de um projeto encaminhado ao Ministério da Saúde solicitando recursos financeiros. Aprovado o projeto, o gestor receberá o montante de verba necessário para realização das cirurgias propostas. Caso não execute pelo menos 70% do projeto, o dinheiro deve ser devolvido aos cofres públicos. (Agência Saúde)
Transgênicos e saúde
A coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, Gabriela Couto, afirma que, com relação à saúde humana, os cientistas ainda estão pesquisando e avaliando os reais impactos dos transgênicos, mas que os estudos não são definitivos. No entanto, ela diz que já foi comprovado em laboratório que o uso de transgênicos causam impacto no metabolismos de ratos. O Greenpeace divulgou na semana passada o primeiro relatório global sobre o registro de contaminação por organismos geneticamente modificados. Gabriela explica que os organismos geneticamente modificados são genes vivos transferidos para outras plantas que causam a chamada “contaminação” e muitas vezes a perda de espécies que não poderiam receber aquele tipo de gene. (Agência Brasil)
Mortes de bebês
A mortalidade de bebês e crianças no País também está associada à má distribuição e a quantidade insuficiente de unidades de tratamento intensivo (UTIs) para recém-nascidos no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou que, num período de dois anos, houve queda de 8,7% da mortalidade infantil, que considera crianças com até um ano, e de 7,3% da mortalidade neonatal, de bebês com até 28 dias de vida. Segundo o coordenador do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, Adson França, uma das causas das mortes ainda é a situação das UTIs no país. Dos 22 mil leitos gerais, apenas três mil são neonatais. “No caso do neonatal, o nosso problema não é um problema da quantidade, é um problema da distribuição, um problema de regionalização. Então, você tem municípios que tem uma quantidade de leitos acima da média esperada, e outras principalmente no Norte e Nordeste brasileiros que têm ainda carência de leitos tanto de UTIs como de cuidados intermediários”, afirma. (Agência Brasil)
Hanseníase
O Ministério da Saúde espera atingir em cinco anos o índice de menos de um caso de hanseníase por dez mil habitantes. Essa meta precisa reverter a situação atual do País. No ano passado, o sistema de sáude identificou 38.410 mil casos. Atualmente, o Brasil tem média de 1,48 casos por dez mil habitantes. O planejamento está baseado nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, apresentou, na semana passada, em Brasília, o Plano de Eliminação da Hanseníase até 2010, que traça as metas para que o país consiga chegar a esse número. Na ocasião, entidades que ajudam a combater a doença e pessoas engajadas na luta contra a hanseníase receberam homenagens do Ministério da Saúde. As regiões Nordeste e Centro-oeste são as que apresentam os piores índices em relação à hanseníase. Na avaliação do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde isso ocorre por dificuldade de acesso aos postos de atendimento e falta de informação. (Folhapress)