São Paulo - Vencer o Corinthians tem sempre um sabor especial para os são-paulinos. Mas com os 2 a 1 de ontem, o triunfo sobre o eterno rival foi, além de saborosa, produtiva. O resultado deu a manutenção de uma invencibilidade diante do Corinthians - o último revés aconteceu em 2003 - e, além disso manteve a sina de derrubar os treinadores do rival.
Porém, mais importante do que isso para os torcedores é ver novamente o time do técnico Muricy Ramalho novamente no caminho do título paulista.
Com 29 pontos, o São Paulo se igualou ao Palmeiras na classificação geral. Melhor. Com a derrota do Santos (que soma 31) para o Guarani em Campinas, depende apenas de suas forças para conquistar o bicampeonato do Campeonato Estadual.
Muricy, no entanto, quer focar somente o seu trabalho para as rodadas que faltam e evitou falar do líder do campeonato. “Não quero saber de secar o Santos. Temos que nos concentrar no nosso trabalho. Não adianta pensar nos outros se não fizermos a nossa parte”, falou o treinador.
Já para o zagueiro Alex, que ontem atuou quase que todo o jogo com uma proteção na cabeça por causa de um corte no supercílio, vai ser normal o pensamento no título após a vitória no clássico. “Antes já falavam que quem vencesse estaria na luta pelo título. Agora que ganhamos, acho que esse tipo de comentário é normal”, afirmou o jogador.
Para Muricy, a chave do sucesso ontem no Morumbi foi a aplicação da sua equipe. “Neutralizamos o Corinthians e conseguimos jogar. Fomos melhores durante quase todo o jogo. Eles só vieram para cima no final na base da empolgação”, afirmou o treinador.
A crítica de Muricy foi justamente para o lance que deu o gol para os corintianos. “Eles têm jogadores rápidos e não podemos ficar no mano a mano. Foi um lance que não podemos deixar acontecer.”
O goleiro Rogério criticou a desatenção da equipe depois que a vantagem de 2 a 0 foi estabelecida. Ao saber que foi o responsável pela queda de mais um treinador corintiano, Muricy preferiu sair em defesa de Antônio Lopes. “Acho isso errado no futebol. O treinador não pode ficar pagando a conta sempre. Essa cultura do futebol brasileiro de demitir treinador é errada.”