Sakhir - Um erro de avaliação arruinou a estréia de Felipe Massa pela Ferrari. Foi na oitava volta, quando o brasileiro tentava recuperar o segundo lugar que lhe fora tomado por Fernando Alonso. “O vento estava muito forte e eu vim muito perto do Alonso. Quando freei, no fim da reta, não tinha nenhum suporte aerodinâmico e rodei”, disse. “Depois tive o problema nos boxes. Uma pena. Minha estréia fica adiada para a Malásia.”
Os F-1 atuais produzem muita turbulência e isso afeta a estabilidade de um carro que se aproxima muito de suas traseiras. Por isso, até, a escassez crônica de ultrapassagens nos últimos anos.
Após rodar, Massa teve que ir aos boxes para trocar pneus. Os mecânicos, porém, tiveram problemas para tirar a roda traseira esquerda. Ao voltar à pista, o brasileiro era 21º e último. A partir de então, continuou agressivo, mas não conseguiu chegar aos pontos. Terminou em nono, 3s136 atrás de Christian Klien, da Red Bull - que usa motor Ferrari.
No braço
Se Fernando Alonso venceu a corrida de ontem usando a cabeça, os outros dois destaques do GP do Bahrein atraíram os holofotes na base do talento, do braço. O primeiro deles, Kimi Raikkonen, repetindo um enredo que já está se tornando rotina. Algo na linha “piloto finlandês azarado se dá mal no sábado, fica no fundo do grid e dirige como louco no domingo para chegar ao pódio”. Aconteceu no ano passado na França, na Inglaterra, na Itália e no Japão. E repetiu-se ontem.
Saindo em último, vítima de quebra da suspensão no treino, fechou a primeira volta já em 13º. Na nona volta, era o décimo. Na 16ª, entrou na zona de pontuação. Tudo isso pesado, com o tanque cheio de gasolina: ele foi um dos únicos pilotos a fazer só um pit stop - o outro, David Coulthard. Ganhando postos com os pits dos adversários e ultrapassando quem aparecesse à sua frente, Raikkonen assumiu o terceiro lugar antes da metade da prova, na 24ª volta. E de lá não saiu. “Se não fosse o problema no sábado, poderia ter vencido”, afirmou.
O outro destaque foi Nico Rosberg. Estreando na F-1 pela Williams, o filho de Keke, campeão em 82, largou em 12º e terminou em sétimo após duelos com David Coulthard e Christian Klien nas últimas voltas. Mais, cravou a volta mais rápida. Há 10 anos um novato não conseguia essa façanha - na ocasião, Jacques Villeneuve – também filho de um ex-pilolto, Gilles Villeneuve - , no GP da Austrália de 96, também de Williams.