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Festival de Música Pop Rock busca valorizar trabalho de bandas locais

Da Redação
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Mais do que ganhar o primeiro lugar, divulgar o próprio trabalho. Esse foi o tom do 1.º Festival de Música Pop Rock, realizado ontem, na sede de campo do Bauru Tênis Clube (BTC).

O evento, dividido em três etapas, teve em sua estréia a apresentação de quatro bandas locais, que agitaram o público com repertório de canções nacionais e internacionais.

O primeiro grupo a subir no palco foi o BreakDown, que fez sua estréia em grande estilo. Desde o ano passado na estrada, a banda nunca havia participado em um festival do gênero e aprovou a iniciativa. “Nosso principal objetivo é mostrar nosso trabalho”, diz o guitarrista Vinicius Pedrosa Barbaresco, que teve a oportunidade de tocar canções próprias do grupo, como “Mentiras Sinceras” e “Time”.

Ele e o vocalista e baixista Vinicius Kensi Savian, o baixista Daniel Minoru Yamada e o baterista Allan Neme Marmontel apostam na influência de Guns’n Roses, Bon Jovi, Credence, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e CPM 22 para compor o repertório da BreakDown.

Com dois anos de experiência, a banda Papai Elefante prefere o gênero pop rock alternativo, destaca o baixista Guilhereme Chirinea. “Além das nossas canções próprias, como ‘O Mocinho’, gostamos do som do Los Hermanos, U2 e Strokes”, diz. O grupo, que já se apresentou em outros festivais de música, como o 96 Fest Rock, se prepara para lançar seu primeiro CD.

Já a Legalê, terceira banda a subir no palco, se inspira em Bob Marley e Mundo Livre S/A e faz um som marcado pela mistura de reggae, ska, rock e surf. Existente há dois anos, o grupo é formado pelo baixista Lucas Penna, o bateirista Rodolpho Carazatta, o vocalista Vinicius Marchi e os guitarristas Felipe Atta, Luiz Fernando Oliveira.

Para a Legalê, o evento é uma grande chance de ganhar mais espaço no cenário pop rock de Bauru e região. “É interessante porque o festival abre as portas, vamos tocar nossas músicas e é bom para as pessoas conhecerem”, diz Penna.

Paulo Eduardo, vocalista da Kodificada, que também participou do festival, compartilha da mesma opinião de Penna. “Em Bauru, não há muitas casas noturnas que apóiam bandas do Interior, principalmente de pop rock. Para nós o evento é uma oportunidade de mostrar nosso trabalho e, se ganharmos, tocar nas rádios. Isso nos ajuda bastante. Com mais divulgação, conseguimos fazer mais shows”, opina.

Além de Paulo Eduardo, o grupo é composto por outros cinco integrantes: Sérgio Tanque (baixo), Guilherme Tercioti (guitarra), Alex Bresalu (guitarra), Vivian Dias (vocal) e Caio Pelegrini (bateria). Há dois anos e meio na estrada, a Kodificada conta com um repertório de canções autorais, entre elas o single “Em Vão”, e hits de CPM 22, Jota Quest e Pitty.

A BreakDown, Papai Elefante, Legalê e Kodificada estavam entre as 12 bandas selecionadas, de 30 grupos inscritos, para participar do festival.

Os grupos se apresentaram na primeira fase - as próximas serão realizadas no próximo domingo e no dia 26 deste mês - sendo julgados segundo critérios como repertório, arranjos e apresentação no palco, explica a organizadora do evento, Fábia Soares. O corpo de jurados é formado por músicos, DJ, empresário e dono de casa noturna e o resultado final será divulgado na terceira etapa do concurso.

Mesmo antes de conhecer a primeira colocada, Soares avalia que todos os grupos já podem se considerar vencedores. “Não é pelo fato de ganhar ou perder, mas sim pelo fato de participar, de se apresentar em público, estar num palco e ter sido classificado no meio de tantas outras bandas. Isso ajuda a divulgar o trabalho e vale a realização do evento”, pontua.

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