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Falta de comunicação frustra consorciado

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A saga do eletricista Adriano Aparecido Bueno começou ano passado, quando atraído pela facilidade do consórcio oferecido pelo banco do qual é cliente, optou por essa modalidade para trocar o aluguel pela casa própria, para viver com a esposa e a enteada. “Escolhi o consórcio porque na agência me informaram que era mais fácil, não tinha burocracia”, lembra.

Após pagar as prestações iniciais, juntou o dinheiro que tinha no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com umas economias e deu um lance. Ele foi contemplado em julho do ano passado. “Comecei a procurar um imóvel e escolhi um no condomínio Flamboyant”, diz. Aí começou o seu calvário. “Entrei com a documentação. Depois paguei a vistoria, fui quitando os encargos e continuava a pagar as mensalidades. Fiquei uns circo meses correndo atrás da papelada”. Enquanto isso, a proprietária começava a ficar impaciente. Em dezembro, o contrato foi rejeitado por uma confusão envolvendo o endereço oficial do apartamento. “Como ninguém viu isso antes?”, questiona o eletricista.

Diversas vezes, Bueno tentou se informar sobre o que estava acontecendo. Ele afirma ter buscado respostas e cobrado agilidade na agência de Bauru. Procurou o setor de consórcio do banco por telefone, mas nenhuma resposta. Tentou o contato por e-mail, e também não foi atendido. A dona do imóvel se recusou a arrumar a pendência do endereço. E com a demora na concretização do negócio, o imóvel teve uma valorização, e aí ela desistiu da venda.

Depois de ter gasto cerca de R$ 800,00 em certidões e documentos e não ter possibilidade de adquirir um imóvel, Bueno desistiu do consórcio. Parou de pagar as mensalidades e, só então, foi procurado pelo banco. Como já tinha decidido, foi informado que deveria escrever uma carta de próprio punho para a empresa. A resposta para essa carta só veio sexta-feira passada, um mês depois de ter sido entregue. “Eles me garantiram que iriam depositar o dinheiro que eu dei no lance ainda na sexta-feira. Mas o dinheiro das parcelas só iriam me devolver depois do grupo fechar, se eu quisesse receber antes, teria de procurar por vias judiciais”, conta.

Bueno critica que ao contrário do que o banco divulga, o seu sistema de consórcio é burocrático. Também questiona a falta de comunicação entre empresa e consorciado. A resposta da empresa foi: “Esclarecemos que mantivemos contato com o Sr. Adriano e o assunto encontra-se solucionado”. Atualmente, Bueno está adquirindo um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal.

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