Sakhir, Bahrein - Batida pela Renault numa área que domina e vítima de dois problemas estranhos com seu segundo carro, a Ferrari fará uma auditoria interna. O objetivo, detectar e solucionar suas falhas antes da segunda etapa do Mundial, o GP da Malásia, já no domingo.
Após o fiasco do ano passado, o time ficou satisfeito - e até surpreso - com o bom desempenho na abertura do campeonato, anteontem, no Bahrein. Mas acredita que tem espaço para melhorar.
No sábado, o treino classificatório foi quase perfeito para a Ferrari, que obteve a pole com Michael Schumacher, seguido por Felipe Massa. O “quase” ficou por conta do descarte de uma das voltas do alemão na sessão, acima do limite de 110%.
Assim, ele não teve direito de repor a gasolina queimada nessa volta. Se tivesse, provavelmente venceria a corrida, perdida para Fernando Alonso exatamente pela diferença de uma volta entre seus segundos pit stops.
“Talvez aquela gasolina extra tivesse nos dado a vitória”, admitiu Jean Todt, diretor-geral da Ferrari. Massa também teve problemas. O primeiro, na oitava volta do GP. Ao tentar recuperar o segundo lugar que lhe fora tomado por Alonso, seu carro rodou.
A Ferrari não descarta erro de pilotagem, e o próprio Felipe Massa afirmou que “grudou demais”. Assim que entrou nos boxes para trocar os pneus danificados, os mecânicos sofreram para tirar a roda traseira e o pit levou 47s e ele terminou a prova em nono lugar.
“Essa também não entendemos. Temos um procedimento de emergência que não funcionou”, disse Ross Brawn, diretor técnico da escuderia italiana.