Jaú – Trabalhadores rurais do Grupo Atalla, com sede em Jaú (47 quilômetros de Bauru), estudam para hoje uma manifestação em frente à empresa como forma de pressão pelo constante atraso no pagamento.
Até ontem, os cerca de 300 trabalhadores rurais que restaram após as recentes demissões ainda não haviam recebido o salário de fevereiro, que era para ter sido pago até o dia 5 deste mês.
Por causa desses atrasos, os trabalhadores fizeram várias paralisações. Os protestos desagradaram os donos da empresa, que demitiram cerca de 200 trabalhadores recentemente. O motivo foi confirmado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaú, Hermínio Stefanin.
Segundo ele, o representante da Federação dos Empregados Rurais Assalariados (Feraesp) na região, Eduardo Porfírio, teria sido um dos responsáveis pelas demissões. As paralisações contam com o apoio da Feraesp.
Stefanin critica a atuação do representante especialmente junto aos trabalhadores rurais de Jaú. Segundo ele, esses trabalhadores são representados pelo sindicato jauense, do qual é presidente, e não pela Feraesp. Segundo Porfírio, a empresa teria se comprometido a fazer o pagamento amanhã.