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Gushiken deve ser indiciado pela CPI

Folhapress
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Brasília - Apesar das absolvições promovidas pela Câmara, os deputados acusados de envolvimento com o “mensalão” não devem escapar do relatório final da CPI dos Correios, que deve sugerir o indiciamento deles por sonegação fiscal e crime eleitoral. “Uma coisa é o juízo político e outra é o encaminhamento para o Ministério Público”, disse o relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que também pretende pedir o indiciamento do ex-ministro Luiz Gushiken (Comunicação de Governo) e do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Relatório parcial enviado pela CPI, no final de agosto, ao Conselho de Ética da Câmara acusou 19 deputados de envolvimento com o “mensalão”. Desses, três renunciaram ao mandato, quatro foram absolvidos e dois cassados pela Casa. “Ficamos um pouquinho frustrados pelo trabalho que apresentamos. Supúnhamos que haveria uma análise mais cuidadosa do Congresso”, disse Serraglio, referindo-se às absolvições dos deputados Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Romeu Queiroz (PTB-MG) e Sandro Mabel (PL-GO).

Quanto a Gushiken, hoje chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), o pedido de indiciamento seria por supostas irregularidades nos contratos de publicidade das estatais, que eram supervisionados pela Secom. “Basta ler o relatório da Controladoria Geral da União (CGU) para ver que vamos propor o indiciamento”, disse o relator.

A CPI não conseguiu provar até agora, no entanto, o envolvimento de Gushiken em supostos desvios de recursos dos fundos de pensão para o “valerioduto”. Já Pizzolato seria responsabilizado pelo suposto desvio de dinheiro da cota do Banco do Brasil no fundo Visanet. “Vou pedir o indiciamento do Pizzolato, que praticamente conduziu o processo; dos que foram coniventes, assinando documentos; e dos que não fiscalizaram a execução dos serviços”, afirmou Serraglio.

Auditoria do próprio Banco do Brasil já constatou a ausência de comprovantes que expliquem o destino de R$ 23,2 milhões repassados pelo fundo Visanet à DNA Propaganda, agência de Valério. Gushiken e Pizzolato sempre negaram as irregularidade.

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