As reclamações de demora no atendimento no Pronto-Socorro Central de Bauru foram intensas ontem. Os usuários do serviço chegaram a esperar até quatro horas para serem consultados pelos médicos.
É o caso da mulher do gerente administrativo Marcelo Junqueira Campos, 25 anos. Com a pressão alta, ela chegou ao Pronto-Socorro às 11h, mas só foi atendida por volta das 14h, segundo Campos. “Passaram várias pessoas na nossa frente. Não sei qual é o critério de atendimento. Perguntei, mas ninguém me informou nada. Não gosto de vir aqui porque sempre acontece isso”, reclama.
A dona de casa Márcia Aparecida Gomes, 20 anos, conta que também teve de ter muita paciência para que seu pai, que estava gripado, fosse atendido. “Chegamos às 9h, mas só foram consultar à uma hora (da tarde). Semana passada viemos às 10h e saímos às cinco (da tarde)”, comenta.
O segurança João Batista de Souza, 25 anos, foi outro paciente que teve de aguardar algumas horas para ser medicado. Ele contou que chegou ao Pronto-Socorro por volta das 10h, porém, às 14h ainda não havia sido atendido. “Não estou conseguindo piscar o olho, de tanta dor. Ainda não me encaminharam para nenhum médico”.
De acordo com a diretora de enfermagem do Departamento de Urgência e Emergência do Pronto-Socorro Central, Laudicéia Rodrigues Crivelaro, a instituição não dispõe de número suficiente de médicos para dar conta de toda a demanda, já que, diariamente, cerca de 600 pessoas, entre adultos e crianças, são consultados no local.
Ainda de acordo com ela, são disponibilizados quatro médicos para atender nos períodos da manhã e tarde, e cinco à noite, além de enfermeiros e auxiliares.
“O movimento é mais intenso entre segunda e terça-feira, provavelmente devido aos abusos cometidos no final de semana. Entretanto, priorizamos emergências, como dores no peito, uma dor de cabeça intensa, pressão alta, enfim, tudo o que pode ser risco de vida”, explica Crivelaro.