Economia & Negócios

Professores da rede estadual protestam contra a complementação de jornada

Ieda Rodrigues
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Professores da rede estadual de ensino fizeram manifestação, às 18h de ontem, em frente à Câmara Municipal de Bauru, pela revogação da lei que prevê a complementação de carga horária na escola. Os professores recebem por hora de 60 minutos, mas em sala de aula cumprem 50 minutos (período diurno) e 45 minutos (período noturno). Atualmente, seguindo a lei, o professor está obrigado a ficar na escola mais dez minutos a cada aula dada no período diurno e 15 minutos a cada aula do período noturno.

Suzi Silva, diretora do Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino (Apeoesp), que defende o fim da complementação da jornada, explica que o sistema foi implantado numa época que as escolas funcionavam com salas ambiente. “Nesta época, o professor cumpria os dez minutos da complementação enquanto esperava os alunos, que mudavam de sala a cada aula diferente. Mas, agora, que não há mais salas ambiente, que o aluno não muda de sala de uma aula para outra, a lei fica inviável”, diz.

Ela ressalta que o professor do período noturno, se ministrar as cinco aulas, ao final do dia terá 75 minutos em haver com a escola. “E a que horas este professor vai sair da escola, à meia-noite?”, questiona. O movimento de ontem, que segundo ela reuniu 60 professores, serviu para a categoria divulgar sua posição. “E já temos resultado porque a reunião sobre o assunto que estava marcada com a Secretaria de Educação para o início de abril foi antecipada para sexta-feira”, diz.

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